quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

A Burla Natalícia

Numa velha casa, morava um casal de idosos. Nessa casa, esses idosos passavam o natal sempre sozinhos.
Numa noite de lua cheia aparece um grupo de visitantes turísticos e batem à porta da casa desses idosos, para lhes pedir ajuda. Os idosos como viviam sozinhos decidiram deixá-los entrar. Aqueceram-se à lareira e depois começaram a conversar:
-Então meus senhores como chegaram a um belo como este? – Perguntou a idosa.
Nós tínhamos marcado uma viagem até ao Algarve, mas como o autocarro avariou, nós fomos procurar ajuda e quando voltamos o autocarro já não estava lá -disse uma senhora indignada.
Como estavam todos cansados de caminhar muitos dias, resolveram ir dormir.
No dia seguinte resolveram ir buscar ajuda à aldeia mais próxima que ficava a quatro quilómetros. Toda a gente queria ir mas era muito desgastante estar a esperar pelos que se cansavam e tinham de parar para descansar. Então resolveram que só iam duas pessoas, assim eram poucas pessoas e eram as pessoas mais responsáveis do grupo para trabalho, uma delas era um dos motoristas do autocarro que tinha ajudado o grupo a encontrar a casa dos tais idosos e a outra era um chefe de escuteiros, que estava habituado a estas situações, como andar nas florestas.
Passado um dia, como eles não sabiam o caminho para a aldeia andaram perdidos e tiveram que passar a noite num estábulo abandonado que tinha lá perto da aldeia. Quando acordaram já era tarde para quem pretendia acordar cedíssimo, mas logo que acordaram começaram a caminhar porque pressentiam que estavam perto da aldeia. Quando estavam a avistar a aldeia diz o motorista para o outro senhor:
-Vou-te fazer uma proposta irrecusável, mas para isso não podes contar a ninguém o que aqui se passou. Está bem?
-Está bem, não conto nada a ninguém. Mas o que é que queres dizer? – Perguntou o outro senhor.
-Esta viagem era um esquema do meu patrão, para ganhar dinheiro. Supostamente isto seria uma viagem ao Algarve, mas já estava tudo planeado. Eu e o meu colega fazíamos com que o autocarro tivesse um avaria, depois o meu colega arranjava-a e eu ia levar-vos à casa mais próxima que encontrasse. Então, eu iria à aldeia mais próxima para chamar o meu colega para me vir buscar e vocês depois iriam pedir ajuda e iam-se embora para casa. O que achas, aceitas vir? – Perguntou o motorista.
-Não, eu nunca aceitaria ir com pessoas que me burlaram a mim e aos meus amigos e nunca deixaria ninguém para trás, principalmente a minha esposa e os meus amigos, que o são há séculos. – Disse o chefe de escuteiros.
-És tão leal aos teus amigos e à tua esposa como o Bin Laden à Al-Qaeda. Mas então fica esta noite numa casa que tenho ali perto da aldeia, porque o meu colega só chega amanhã.
-Então eu fico mas depois volto para a casa dos idosos que nos acolheram.
Foram para essa tal casa e a meio da noite o motorista dá um relaxante nos músculos em grande quantidade ao outro senhor e depois leva-o até uma árvore e amarra-o lá.
Entretanto na casa onde estava o resto do grupo, estavam todos muito preocupados porque já tinha passado muitos. De repente uma pessoa questiona:
-Será que deixaram as suas vidas para tentar salvar também as nossas?
-Não – respondeu um amigo do senhor que tinha ido buscar ajuda.-se bem conheço o meu amigo, ele safa-se sempre nas florestas e ele é rijo como uma pedra.
A meio da manhã do dia seguinte saíram mais dois senhores amigos do que já tinha saído e tiveram mais sorte ao encontrar o caminho para a aldeia mais rapidamente, mas quando chegavam à aldeia repararam no amigo deles amarrado à árvore, soltaram-no e levaram-no para casa onde cuidaram dele e passaram o Natal com os idosos, que já não tinham companhia há muitos anos.
Depois só no ano seguinte é que regressaram às suas casas, que foi alguns dias depois. Decidiram processar os burlões que mais tarde seriam condenados a pagar indemnizações e cumprir pena num estabelecimento prisional. Também decidiram que visitariam os idosos que os acolheram pelo menos cinco vezes por ano, já que viviam longe daquele lugar.


Emanuel Laranjo nº6 9º4
Ano Lectivo: 2007/2008

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