Título - A máscara maldita
Autor – R. L. STINE
Edição – 1ªedição Scholastic, 1993
Arrepios
“ A máscara maldita”
Carly Beth é uma rapariga muito medricas, tem medo de tudo. Toda a gente de metia com ela.
Estava a chegar o dia das bruxas. Um dia Carly Beth quando chega a casa a mãe chama-a para ir ver uma coisa. Quando entra na sala vê uma cabeça e começa a gritar, olhou fixamente para a cabeça que parecia retribuir-lhe o olhar. Sou eu! Gritou ela. Tinha sido a mãe que a fizera, uma cabeça em gesso para lhe oferecer. Carly afirmou que viu a escultura a sorrir-lhe, mas também a mãe lhe comprou uma máscara de pato para ele se mascarar no dia das bruxas. Quando chegou ao quarto sentiu a respiração de alguém ou de alguma coisa, então abriu a porta a máscara salta-lhe em cima a gritar.”A máscara está viva”! Disse Carly. Afinal era o sue irmão para lhe pregar mais um susto.
Chegara o dia das bruxas e Carly Beth não gostava da máscara de pato, queria uma assustadora. Foi a loja mas quando chegou, já foi tarde, estava fechada. Mas de repente viu uma sombra dentro da loja. Era um homem. Ele tinha um aspecto assustador, os olhos dele brilhavam como brasas. Carly via muitas máscaras mas nenhuma lhe agradava. Enquanto as observava viu uma porta entreaberta e entrou para ver se tinha mais máscaras e tinha! Eram tão feias, mas mesmo feias que pareciam reais, todas destorcidas e deformadas. Enquanto olhava ao pormenor viu uma excelente, tinha olhos alaranjados, a boca aberta, o nariz parecia de um esqueleto, ela tocou-lhe e ao tocar-lhe a máscara sorriu e gritou. De repente viu uma sombra e era o dono da loja que tinha gritado e estava dentro da arrecadação e disse-lhe que aquelas máscaras não eram para venda, de repente todas começaram a sacudirem-se e grasnavam, como se tivessem acordado para a vida. O homem foi pô-las no sítio. Carly insistia para que o homem lhe vendesse a máscara que se riu, e ele recusava, mas Carly não desistiu e convenceu o homem e ele acabou por lha vender. Quando chegou a casa pôs-lha, sentiu-a quente e muito apertada, tinha um cheiro curioso.
Ela tinha de a testar e decidiu assustar o seu irmão, e realmente é assustadora, pregou um susto de morte a Noah (irmão). Quando ia para a tirar, não conseguia, a máscara não saía. Mas com muito esforço sempre conseguiu. O mais estranho é que quando ela tinha a máscara na cara, estava com uma voz diferente, não parecia a dela.
Então Carly Beth saiu para a casa de Sabrina, mas levou a escultura de gesso da sua cara pendurada num pão de vassoura. Quando chegou a casa de Sabrina viu dois rapazes e mandou-se a eles a pensar que eram Steve e Chuck. A voz dela saía de uma forma diferente, muito grossa. A mãe dos rapazes apareceu e Carly mandara-a embora, e estava a começar a sentir a raiva a crescer dentro dela. Sentia-se totalmente diferente, cada vez mais sentia a máscara mais quente e apertada. A mulher sempre se foi embora mas Carly tinha uma vontade enorme de ir atrás dela, mas um grito fê-la parar. Era Sabrina, estava assustadíssima e não reconhecia Carly Beth, só um pouco depois é que percebeu que era ela pela escultura.
Enquanto caminhavam, Sabrina pôs a mão na máscara de Carly e esta começou a sentir raiva e a rosnar, mandou calar Sabrina, depois de um uivo monstruoso, atirou-se a ela e começou a estrangulá-la. Sabrina conseguiu escapar-se e Carly questionou-se porque fez aquilo à sua melhor amiga? Para se desculpar disse que era apenas uma partida. As duas decidiram separarem-se. Carly estava mortinha por encontrar Chuck e Steve, uns minutos depois encontrou-os, escondeu-se e sentia a raiva a subir-lhe pelo corpo acima, a cara fervia, o coração acelerou.
Mandou-se a eles, ficaram todos atrapalhados, a gritar, a tremer e só olhavam da máscara para a escultura. Só sabiam perguntar quem era. Carly dissera-lhes que era a cabeça de Carly Beth, que ela não a queria dar a bem mas deu a mal! Eles não acreditaram no que ela disse! Carly pediu-lhes os sacos das guloseimas ou então ponha as cabeças delas penduradas no pau. Enquanto isto, os olhos da escultura piscaram, os lábios moveram-se, começaram a comprimirem-se e depois a afastarem-se e de repente disse: “Ajudem-me. Ajudem-me “. Carly Beth aterrorizada largou o pau que acabou por cair. Chuck e Steve acabaram por fugir e Carly só lhe apetecia fazer coisas estranhas, como por exemplo: subir árvores, telhados e de uivar ao céu negro. Depois foi ao encontro de Sabrina para irem para casa. Quando chegaram a casa de Sabrina, Carly tentou tirar a máscara mas esta não saía de maneira nenhuma. Mas Sabrina não acreditava, pensava que Carly estava no gozo com ela. A máscara estava colada à cara de Carly, as duas puxavam mas não conseguiam nada. De repente Sabrina deu um grito, reparou que a máscara não terminava, não tinha sítio por onde pegar. A máscara tinha-se tornado a sua cara!
Carly fora-se ver ao espelho e disse que não eram os seus olhos, que não era ela! Disse:”Não sou eu!” e fugiu pela porta fora a correr. Correu e correu até que chegou à loja onde comprou a máscara, pensou que o homem que lha vendera a pudesse ajudar, mas a loja estava fechada. Mas enquanto chorava de desespero viu uma sombra dentro da loja, era o dono. Abriu a porta e disse-lhe para entrar. “Eu sabia que ias voltar!”- Disse o homem.
Carly Beth fartou-se de lhe pedir para lhe tirar a máscara, mas ele disse que não podia, tristemente. O homem disse a Carly para que o seguisse até à sala onde esteve a máscara. Lá o homem disse-lhe que não se tratava de uma máscara, era uma cara verdadeira. Foi o homem que as fez no laboratório dele, mas algo correu mal. Carly Beth estava a entrar em pânico quando o homem lhe disse que não cava para tirar e que agora era a sua nova cara. Suavemente disse-lhe que a cara podia ser removida mas não por ele, mas sim por ela. O homem disse-lhe que só pode ser removida uma vez e por um símbolo de amor. Carly começou aos berros e acordou todas as caras, começaram-se a lamber, as feridas começaram a pulsar, as cabeças estavam todas a saltar, a pestanejar e a respirar. Foge! -gritou ele. Enquanto corria olhou para traz e viu que todas as caras estavam a voar atrás dela. Só pensava o que seria aquilo do símbolo de amor, só isso a poderia salvar. E então lembrou-se da escultura que a mãe tinha feito, era símbolo de amor, mas o problema é que ela tinha-a deixado cair. Enquanto fugia encontrou o quarteirão e a casa onde tinha caído a escultura. Custou-lhe a encontra-la, mas conseguiu, então levantou-a e começou a gritar: “isto é um símbolo de amor, vão-se embora!”, não deu resultado! Decidiu então enfiar a escultura na cabeça, e esteve algum tempo com ela.
Quando a tirou todas as caras haviam desaparecido e aí pôs a mão no pescoço e viu que já havia espaço entre a pele e a máscara.
Facilmente a tirou!
Começou a gritar de felicidade por se ver livre daquela porcaria!
Trabalho realizado por :
Sónia Cerqueira nº26 9º4