sexta-feira, 6 de junho de 2008

O regresso do Menino Nicolau

Nesta história fala sobre a vida de um menino mimalho chamado Nicolau.
Nicolau é um rapaz que apresenta comportamentos diferentes em casa e na escola.
Em casa, quando arranja problemas, Nicolau arranja sempre solução: começa a chorar.
Mas, na escola (durante o recreio), passa o tempo a discutir com os amigos ou anda a “porrada” com eles, só que no final do recreio fazem sempre as pazes.
Esta história é escrita de forma diferente, é utilizada linguagem de criança”. Também fala dos problemas (que temos de passar nesta fase e todo o tipo de asneiras que as crianças fazem nos dias de hoje.
Eu acho uma história engraçada, que me faz lembrar velhas recordações.

“Vampiratas – Demónios dos Mares”

A história “Demónios dos Mares”da colecção “Vampiratas”, da autoria de Justin Somper, é um misto de aventura com terror, que conta a história de dois irmãos gémeos que ficaram órfãos depois de perderem o pai, que era a sua única família.
Como não queriam novos pais, Grace e Connor, decidiram fugir por mar, num pequeno barco, em busca do navio vampirata, tão ouvido nas canções do seu pai.
Numa noite, após uma violenta tempestade, os dois irmãos separam-se, e Connor é recolhido por um navio pirata, já Grace é resgatada pelo navio dos vampiratas.
Os vampiratas são uma espécie de vampiros piratas que de dia dormem e de noite sobem ao navio.
Connor é bem recebido pelos piratas e logo trava amizades com alguns dos tripulantes e até mesmo com o capitão. O rapaz começou a gostar da vida de pirata e interessou-se em se juntar à tripulação. Começou a praticar e parecia ter muito jeito. Logo o acolheram e o levaram em muitos assaltos a outros navios.
Grace não tivera a mesma sorte. Os vampiratas eram aterradores e muito resguardados e a rapariga começou a ficar com medo. Ela apenas conhecia um, o que a resgatara. Ele escondera-a num quarto para que ninguém mais a visse, já que os vampiratas, tal como os vampiros, gostam muito de sangue humano.
Quando descobriu que os vampiratas faziam banquetes de sangue e tinham um homem aprisionado a servir de dador, ficou ainda mais aterrorizada. Foi então que conheceu o capitão: o mais sombrio, mas o mais simpático.
O desenrolar da história acontece à volta dos dois jovens e das suas aventuras em alto mar. Enquanto que Connor se diverte a fazer assaltos a outros navios com o resto dos piratas e depois usufrui do prémio da melhor forma possível, Grace vive cada noite fechada naquele quarto a pensar num plano para sair e explorar o barco.
Enquanto o navio vampirata de dia quase adormecia, o navio pirata estava sempre com vida. Foi assim que ambos se cruzaram.
Um forasteiro perdido no mar, um tripulante vampirata, chegara ao navio de Connor com a mensagem de que Grace seguia no barco que tinham interceptado. O rapaz ficou comovido e apressou-se a falar com o capitão para que este desse ordem de assaltar o outro navio.
Ficou decidido que seria Connor, por sua vontade, a tentar resgatar a irmã. Ele já tinha alguma experiência como pirata e a sua boa constituição física ajudava-o muito nessa tarefa.
O homem vampirata que se encontrava no navio pirata dava indicações de como deveriam agir e ter cuidado com a tripulação, mas este forasteiro era muito traiçoeiro e perigoso e eles não sabiam até que ponto deveriam acreditar nele.
Connor, mais decidido que nunca, mandou preparar o material para saltar para o outro navio. Como se fosse ele o capitão, os outros obedeceram.
Pousou os pés no convés com todo o cuidado para que não o ouvissem. No entanto, Grace ouviu-o e chamou logo por ele a correr na sua direcção. Estavam novamente juntos e partiriam imediatamente para o navio de Connor.
Já com Grace a salvo o conto chega ao fim, caindo a dúvida do que terá acontecido ao navio vampirata.
Foi uma história muito emocionante e por isso muito atractiva para leitores que gostem de sentir emoção, adrenalina e curiosidade ao longo da leitura. É um livro aconselhável, pois é agradável de se ler, com muitos momentos de acção e poucas mas enriquecedoras paragens para descrições.
É uma aventura que demonstra muita força de vontade e coragem por parte das personagens, um exemplo para todos nós que temos que enfrentar diariamente as dificuldades da vida.


Trabalho realizado por: Rui Filipe Fiúza da Rocha Dantas, nº 25, 9º 4.

segunda-feira, 17 de março de 2008

A máscara maldita

Título - A máscara maldita
Autor – R. L. STINE
Edição – 1ªedição Scholastic, 1993

Arrepios
“ A máscara maldita”
Carly Beth é uma rapariga muito medricas, tem medo de tudo. Toda a gente de metia com ela.
Estava a chegar o dia das bruxas. Um dia Carly Beth quando chega a casa a mãe chama-a para ir ver uma coisa. Quando entra na sala vê uma cabeça e começa a gritar, olhou fixamente para a cabeça que parecia retribuir-lhe o olhar. Sou eu! Gritou ela. Tinha sido a mãe que a fizera, uma cabeça em gesso para lhe oferecer. Carly afirmou que viu a escultura a sorrir-lhe, mas também a mãe lhe comprou uma máscara de pato para ele se mascarar no dia das bruxas. Quando chegou ao quarto sentiu a respiração de alguém ou de alguma coisa, então abriu a porta a máscara salta-lhe em cima a gritar.”A máscara está viva”! Disse Carly. Afinal era o sue irmão para lhe pregar mais um susto.
Chegara o dia das bruxas e Carly Beth não gostava da máscara de pato, queria uma assustadora. Foi a loja mas quando chegou, já foi tarde, estava fechada. Mas de repente viu uma sombra dentro da loja. Era um homem. Ele tinha um aspecto assustador, os olhos dele brilhavam como brasas. Carly via muitas máscaras mas nenhuma lhe agradava. Enquanto as observava viu uma porta entreaberta e entrou para ver se tinha mais máscaras e tinha! Eram tão feias, mas mesmo feias que pareciam reais, todas destorcidas e deformadas. Enquanto olhava ao pormenor viu uma excelente, tinha olhos alaranjados, a boca aberta, o nariz parecia de um esqueleto, ela tocou-lhe e ao tocar-lhe a máscara sorriu e gritou. De repente viu uma sombra e era o dono da loja que tinha gritado e estava dentro da arrecadação e disse-lhe que aquelas máscaras não eram para venda, de repente todas começaram a sacudirem-se e grasnavam, como se tivessem acordado para a vida. O homem foi pô-las no sítio. Carly insistia para que o homem lhe vendesse a máscara que se riu, e ele recusava, mas Carly não desistiu e convenceu o homem e ele acabou por lha vender. Quando chegou a casa pôs-lha, sentiu-a quente e muito apertada, tinha um cheiro curioso.
Ela tinha de a testar e decidiu assustar o seu irmão, e realmente é assustadora, pregou um susto de morte a Noah (irmão). Quando ia para a tirar, não conseguia, a máscara não saía. Mas com muito esforço sempre conseguiu. O mais estranho é que quando ela tinha a máscara na cara, estava com uma voz diferente, não parecia a dela.
Então Carly Beth saiu para a casa de Sabrina, mas levou a escultura de gesso da sua cara pendurada num pão de vassoura. Quando chegou a casa de Sabrina viu dois rapazes e mandou-se a eles a pensar que eram Steve e Chuck. A voz dela saía de uma forma diferente, muito grossa. A mãe dos rapazes apareceu e Carly mandara-a embora, e estava a começar a sentir a raiva a crescer dentro dela. Sentia-se totalmente diferente, cada vez mais sentia a máscara mais quente e apertada. A mulher sempre se foi embora mas Carly tinha uma vontade enorme de ir atrás dela, mas um grito fê-la parar. Era Sabrina, estava assustadíssima e não reconhecia Carly Beth, só um pouco depois é que percebeu que era ela pela escultura.
Enquanto caminhavam, Sabrina pôs a mão na máscara de Carly e esta começou a sentir raiva e a rosnar, mandou calar Sabrina, depois de um uivo monstruoso, atirou-se a ela e começou a estrangulá-la. Sabrina conseguiu escapar-se e Carly questionou-se porque fez aquilo à sua melhor amiga? Para se desculpar disse que era apenas uma partida. As duas decidiram separarem-se. Carly estava mortinha por encontrar Chuck e Steve, uns minutos depois encontrou-os, escondeu-se e sentia a raiva a subir-lhe pelo corpo acima, a cara fervia, o coração acelerou.
Mandou-se a eles, ficaram todos atrapalhados, a gritar, a tremer e só olhavam da máscara para a escultura. Só sabiam perguntar quem era. Carly dissera-lhes que era a cabeça de Carly Beth, que ela não a queria dar a bem mas deu a mal! Eles não acreditaram no que ela disse! Carly pediu-lhes os sacos das guloseimas ou então ponha as cabeças delas penduradas no pau. Enquanto isto, os olhos da escultura piscaram, os lábios moveram-se, começaram a comprimirem-se e depois a afastarem-se e de repente disse: “Ajudem-me. Ajudem-me “. Carly Beth aterrorizada largou o pau que acabou por cair. Chuck e Steve acabaram por fugir e Carly só lhe apetecia fazer coisas estranhas, como por exemplo: subir árvores, telhados e de uivar ao céu negro. Depois foi ao encontro de Sabrina para irem para casa. Quando chegaram a casa de Sabrina, Carly tentou tirar a máscara mas esta não saía de maneira nenhuma. Mas Sabrina não acreditava, pensava que Carly estava no gozo com ela. A máscara estava colada à cara de Carly, as duas puxavam mas não conseguiam nada. De repente Sabrina deu um grito, reparou que a máscara não terminava, não tinha sítio por onde pegar. A máscara tinha-se tornado a sua cara!
Carly fora-se ver ao espelho e disse que não eram os seus olhos, que não era ela! Disse:”Não sou eu!” e fugiu pela porta fora a correr. Correu e correu até que chegou à loja onde comprou a máscara, pensou que o homem que lha vendera a pudesse ajudar, mas a loja estava fechada. Mas enquanto chorava de desespero viu uma sombra dentro da loja, era o dono. Abriu a porta e disse-lhe para entrar. “Eu sabia que ias voltar!”- Disse o homem.
Carly Beth fartou-se de lhe pedir para lhe tirar a máscara, mas ele disse que não podia, tristemente. O homem disse a Carly para que o seguisse até à sala onde esteve a máscara. Lá o homem disse-lhe que não se tratava de uma máscara, era uma cara verdadeira. Foi o homem que as fez no laboratório dele, mas algo correu mal. Carly Beth estava a entrar em pânico quando o homem lhe disse que não cava para tirar e que agora era a sua nova cara. Suavemente disse-lhe que a cara podia ser removida mas não por ele, mas sim por ela. O homem disse-lhe que só pode ser removida uma vez e por um símbolo de amor. Carly começou aos berros e acordou todas as caras, começaram-se a lamber, as feridas começaram a pulsar, as cabeças estavam todas a saltar, a pestanejar e a respirar. Foge! -gritou ele. Enquanto corria olhou para traz e viu que todas as caras estavam a voar atrás dela. Só pensava o que seria aquilo do símbolo de amor, só isso a poderia salvar. E então lembrou-se da escultura que a mãe tinha feito, era símbolo de amor, mas o problema é que ela tinha-a deixado cair. Enquanto fugia encontrou o quarteirão e a casa onde tinha caído a escultura. Custou-lhe a encontra-la, mas conseguiu, então levantou-a e começou a gritar: “isto é um símbolo de amor, vão-se embora!”, não deu resultado! Decidiu então enfiar a escultura na cabeça, e esteve algum tempo com ela.
Quando a tirou todas as caras haviam desaparecido e aí pôs a mão no pescoço e viu que já havia espaço entre a pele e a máscara.
Facilmente a tirou!
Começou a gritar de felicidade por se ver livre daquela porcaria!

Trabalho realizado por :
Sónia Cerqueira nº26 9º4

domingo, 16 de março de 2008

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

Título: As Crónicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
Autor: C.S.Lewis
Edição: 10.ª edição


“O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” é a segunda aventura da saga “As Crónicas de Nárnia” da autoria de C.S.Lewis.
A história começa na Segunda Guerra Mundial, aquando as invasões à Inglaterra, quando Peter, Lucy, Edmund e Susan são obrigados a sair de Londres com a sua mãe, instalando-se em casa de um velho e sábio professor.
No primeiro dia que passavam naquela casa estava a chover, o que os obrigou a ficar dentro de casa a brincar. Decidiram jogar às escondidas e a aventura começa quando Lucy, a mais nova dos quatro irmãos, decide esconder-se numa sala que apenas tinha um velho guarda-roupa. Mas não era um guarda-roupa, era o Guarda-Roupa.
Lucy escondeu-se dentro do Guarda-Roupa e foi andando para trás, mas este parecia não ter fim, até que Lucy tropeça e cai em cima de… neve. Ela levanta-se muito assustada e conclui que se encontra numa floresta coberta de um divertido manto branco.
A rapariga, um pouco assustada decide explorar aquela floresta escondida atrás de um Guarda-Roupa e que parecia pertencer a um mundo mágico.
Lucy chega até um candeeiro (achando estranho o facto de existir um candeeiro de rua numa floresta), onde é surpreendida por uma criatura mágica. Era um Fauno, que também ficou muito assustado.
A criatura, que pareceu ser defensora do Bem, apresentou-se como sendo o Sr. Tumnus. Este convenceu Lucy a entrar em sua casa para lanchar. Era uma cabana muito acolhedora e quentinha, pelo que a rapariga se sentiu confortável.
Foi então que Tumnus começou a contar a história do reino mágico de Nárnia: esse reino mágico era reinado por um leão chamado Aslan, sobre ele pairavam a calma, a alegria, a liderança e também a ferocidade, pelo que as criaturas mais malvadas o temiam. Aslan era um verdadeiro rei de Nárnia, mas, com a vinda de uma feiticeira chamada Feiticeira Branca, o leão foi obrigado a partir, deixando assim, o trono livre para a Feiticeira.
Para obter o controlo do reino a malvada lançou sobre ele um feitiço que fez com que o Inverno em Nárnia se tornasse a única estação do ano: era um Inverno perpétuo.
No entanto Aslan iria voltar e nomear novos reis cujos lugares estavam reservados. Eram quatro lugares, logo o leão teria de encontrar quatro reis, acabando com o reinado da Feiticeira, mas esta também tinha por objectivo acabar com a vida dessas quatro criaturas que poderiam pôr em risco o seu trono.
Depois de ouvir esta história Lucy achou que deveria ir para casa e foi nesse momento que viu mais medo nos olhos de Tumnus. A Feiticeira tinha uma forte polícia de criaturas maléficas que tinha ordens para prender todos os que fossem vistos com humanos e matar ou prender os humanos que pisassem o reino de Nárnia. Apesar de não haver nenhum polícia perto da cabana de Tumnus haviam muitas árvores que poderiam contar à Feiticeira o que teriam visto.
Quando Lucy voltou a casa pareceu-lhe que tinham passado várias horas, mas os seus irmãos afirmaram que apenas tinham passado muito poucos minutos. Ela ficou confusa mas percebeu que o tempo parava enquanto se encontrava em Nárnia. A rapariga ficou muito contente e foi a correr contar a sua aventura aos seus irmãos, mas estes não só não acreditaram nela como ainda Edmund gozou com a sua irmã.
Lucy ficou triste e de noite voltou ao quarto que acolhia o Guarda-Roupa para se certificar de que não tinha realmente sonhado. Mas quando entrou e se dirigiu até ao fim do Guarda-Roupa deparou-se com Nárnia. Agora ela tinha a certeza de que era tudo real.
Edmund, ao ouvir os passos da sua irmã, levantou-se da cama e seguiu-a. Para surpresa dele, a sua irmã tinha desaparecido. Então o rapaz entrou no Guarda-Roupa muito assustado e a chamar pela sua irmã que não respondia.
Ele andou, andou e andou, mas o Guarda-Roupa parecia não ter fim, até que se deparou com aquilo que parecia ser Nárnia.
Edmund correu, ainda assustado, procurando a sua irmã, mas não havia sinal dela. Então decidiu explorar aquele lugar mágico. De repente ouviu vozes e um trenó a andar a alta velocidade. O rapaz escondeu-se com medo, mas o duende que conduzia o trenó encontrou-o.
Dentro do trenó estava uma mulher muito alta e pálida, que parecia estar com frio, pois tinha uma roupa muito quente e um alto chapéu branco. Era a Feiticeira Branca. Esta convidou Edmund a subir ao seu trenó para conversar com ele, mas as intenções da Feiticeira iam para além de fazer amizade com o rapaz. Ela queria prendê-lo e petrificá-lo.
No dia seguinte Lucy voltou a falar de Nárnia e do Guarda-Roupa e então os dois irmãos mais velhos: Peter e Susan, decidiram ir falar com o professor que lhes disse que a Lucy poderia estar muito consciente e não a alucinar.
Os dois irmãos ficaram a pensar nas palavras do velho sábio e decidiram ir com Edmund e Lucy tirar as dúvidas em relação àquele reino encantado. Entraram no Guarda-Roupa e lá estava Nárnia, coberta de neve e invadida por um frio um pouco desagradável.
A pequena Lucy ficou contentíssima e correu, chamando os irmãos, em direcção à casa de Tumnus. Mas Edmund parecia perturbado. Ele tinha travado amizade com a Feiticeira e sentia-se mal quando a irmã mais nova contava que ela era má.
Quando chegaram a casa do Sr. Tumnus depararam-se com um cenário horrível: a casa estava toda desarrumada e parcialmente destruída e não havia sinais do Fauno. Mas colado a uma parede estava um bilhete que dizia que os polícias da Feiticeira tinham estado ali e prendido Tumnus por interagir com humanos sem os denunciar à Rainha.
Lucy ficou muito constrangida, pois tinha travado uma forte amizade com o Fauno. Mas logo a seguir decidiu que iriam procurá-lo e salvá-lo. Enquanto ela pensava nisto ouviram um barulho e seguiram um pássaro que os levou até à toca de um casal de castores, que os convidaram a entrar para falarem.
Estavam todos muito bem acomodados, mas Edmund parecia desagradado. Começaram a falar e Lucy perguntou por Tumnus. Então os castores contaram a história de Nárnia, falando de Aslan e dos dois reis e duas rainhas que, caso se sentassem no trono do palácio do reino, tirariam não só o poder à rainha, mas também a sua vida. Esses quatro reis eram eles.
Quando os castores acabaram de contar estas histórias aperceberam-se de que Edmund tinha desaparecido. A Feiticeira Branca dissera-lhe que se ele conseguisse levar até ela os seus irmãos seria nomeado rei de Nárnia. Mas Edmund tinha uma informação muito importante para a Feiticeira: Aslan já se encontrava no reino.
Ficaram todos muito preocupados e acharam melhor porem-se a caminho de um lugar chamado Mesa da Pedra onde se iriam encontrar com o Leão. Era a melhor maneira de salvar Tumnus e muitas outras criaturas do palácio da Feiticeira.
Entretanto Edmund chegava à mansão onde observou no jardim inúmeras estátuas das mais diversas criaturas, condenadas pela Rainha.
Edmund foi falar com a Feiticeira, mas começou a pedir várias coisas em troca de informação, a mulher não gostou e prendeu-o. Foi aí, na sua cela, que avistou Tumnus que estava preso na divisão ao lado. Edmund percebeu que tinha cometido um grande erro ao confiar na Feiticeira Branca. Agora ela iria à casa dos castores para prender também os seus irmãos e ele não podia fazer nada. Sentiu-se culpado.
A Feiticeira e os seus leais servos correram a toda a velocidade em direcção à casa dos castores, mas estes já tinham fugido com os restantes humanos, pelo que a Rainha pensou que Edmund lhe tinha mentido.
Durante o caminho até à Mesa de Pedra os castores perceberam que Aslan estava realmente a chegar, pois algumas árvores largaram a neve que as cobria e começavam-se a enfeitar de flores. Em alguns planaltos o manto branco começava também a derreter-se e percebia-se que a Primavera estava próxima. Era um sinal da chegada de Aslan.
Entretanto a Feiticeira tinha voltado ao palácio onde recolheu à força mais informações de Edmund. Então, a Rainha, o seu leal duende e Edmund partiram em direcção à Mesa de Pedra. Iam ter com Aslan.
Pelo caminho, ao observar o cenário, a Feiticeira Branca percebeu que começava a perder poderes e que cada vez ficava mais cansada, o que a obrigou a acautelar-se.
Enquanto isto, os castores e as outras crianças tinham chegado ao abrigo de Aslan onde se viam dezenas de tendas e animais de todas as espécies mágicas. Os três irmãos, Peter, Susan e Lucy, foram ter com o leão e logo sentiram aquela emoção de que os castores lhes tinham falado, não conseguiram olhar Aslan nos olhos.
O leão chamou-os para dentro da sua tenda logo que percebeu que faltava Edmund. Foi aí que os outros lhe contaram o que se sucedera e logo Aslan percebeu e se aprontou a ajudar.
Passadas algumas horas chegou a Feiticeira Branca com Edmund e os amigos de Aslan levantaram logo as espadas, mas este percebeu que ela vinha em paz e começou a falar-lhe. Entraram na tenda do leão onde tiveram uma longa conversa e logo a seguir a Rainha partiu deixando Edmund no acampamento perto da Mesa de Pedra.
Nessa noite Lucy e Susan acordaram com os passos de Aslan no exterior e foram ver o que se passava. Seguiram Aslan até à Mesa de Pedra onde observaram um cenário horrível: dezenas de servos e apoiantes da Feiticeira vaiavam o leão à medida que este se aproximava da Mesa.
Ao fim de várias palavras humilhantes proferidas pela Rainha, os seus apoiantes pediam a morte de Aslan. As duas irmãs, que observavam a cena de longe e escondidas, começaram a ficar assustadas.
O leão foi preso à Mesa e aí foi morto. Lucy e Susan, apesar de estarem tristes e horrorizadas com o sucedido, perceberam o que se passara: durante a conversa que Aslan teve com a Feiticeira, combinaram que o leão daria a vida em troca da liberdade de Edmund. Mas porque faria ele isso?!
Depois daquele festim os simpatizantes da Rainha partiram em direcção ao palácio e as duas raparigas foram a correr ter com o leão. Parecia morto mas elas abraçavam-se a ele como se ainda estivesse vivo, no entanto com muita angústia e desespero. E ali dormiram.
Já de manhã acordaram com um violento barulho. Afastaram-se da Mesa e esta partiu-se ao meio. De repente Aslan levantou-se e deu um enorme rugido. Elas ficaram radiantes e felicíssimas. Perguntaram ao leão o que acontecera, ao que ele respondeu que quando algum ser inocente é morto injustamente na Mesa da Pedra, voltará à vida.
Entretanto, no acampamento das tropas de Aslan iam-se afiando as espadas pois ia haver uma grande batalha entre as forças representantes do Bem, as do leão, e as representantes do Mal, as da Feiticeira.
Esta batalha tinha como objectivo, pelo lado do Bem, destruir a Rainha e tirá-la do trono, pelo lado do Mal, destruir Aslan para a Feiticeira reinar Nárnia muito mais descontraidamente.
Mas enquanto ambos os exércitos corriam um em direcção ao outro, o leão corria a toda a velocidade, com as duas irmãs às costas, em direcção ao palácio de Nárnia.
Quando lá chegou apenas precisou da utilizar o seu forte olhar para voltar a transformar as vítimas que a Rainha petrificou, incluindo o Sr. Tumnus, ao que Lucy agradeceu bastante ao leão. Depois de todo o trabalho feito Aslan partiu em direcção à batalha com um forte reforço para o seu exército.
O exército do leão estava em clara minoria numérica e já tinha perdido muitos soldados, mas Peter e Edmundo continuavam a lutar como verdadeiros cavaleiros. Mal o reforço chegou e começou a atacar o inimigo Aslan correu para a Rainha e atirou-se a ela matando-a e pondo fim ao seu terrível reinado. Vendo este cenário, os ainda resistentes soldados da Feiticeira Branca renderam-se ou fugiram.
Depois desta sangrenta batalha Peter, Susan, Edmund e Lucy foram coroados reis e rainhas de Nárnia, no palácio em Cair Parável (assim se chamava o lugar onde estava construído o monumento).
A cerimónia de coroação dos reis era uma festa muito agradável e repleta de convidados, com um muito especial: o Sr. Tumnus que já tinha voltado à sua vida normal.
Após o final da festa Aslan partiu sem se despedir e ninguém sabia para onde. O casal de castores explicou a Lucy, que tinha ficado um pouco confusa com esta partida súbita, que o leão partira para fazer o Bem e que voltaria mais tarde ou mais cedo, mas sabiam que agora estavam todos em segurança.
Passaram-se vários anos em Nárnia e a Primavera era cada vez mais bonita e acolhedora. Numa linda tarde os quatro irmãos, já adultos decidiram ir caçar e ao passarem por perto de um candeeiro de rua, vieram-lhes algumas memórias à cabeça.
Eles não estavam a entender muito bem o que fazia ali um candeeiro, mas depois lembraram-se de como tinham ido parar àquele reino encantado denominado Nárnia.
Seguiram na direcção do candeeiro e foram parar ao Guarda-Roupa. Abriram as portas e perceberam que estavam de novo em casa. Mas repararam que tinham voltado à sua idade com que encontraram o quarto com o Guarda-Roupa. Reflectiram um pouco e concluíram que os anos em Nárnia não passam, como acontece no nosso mundo.
Então os nossos heróis voltaram à sua vida normal com a mesma idade que tinham antes de irem para lá.



Trabalho realizado por: Rui Filipe Fiúza da Rocha Dantas, n.º 25, 9.º 4.

sexta-feira, 14 de março de 2008


O CAVALEIRO DA DINAMARCA
Numa noite de Natal, durante a ceia, quando todos estavam reunidos à volta da lareira, a comer e a contar histórias, comunicou-lhes que iria partir em peregrinação à Terra Santa, para rezar onde Cristo tinha nascido. Prometeu também que, dali a dois anos, estariam juntos de novo. Quando chegou a Primavera partiu e, chegou muito antes do Natal às costas da Palestina, onde visitou todos os locais sagrados relacionados com Jesus. Já de regresso à Dinamarca, uma tempestade violenta quase destruía o barco em que viajava e ele teve que ficar por Itália. Lá conheceu muitas cidades onde fez muitos amigos, como o Mercador de Veneza, que lhe contou a história de amor de Guidobaldo e Vanina. Após inúmeras peripécias, consegue chegar á sua floresta, mas por pouco uma tempestade lhe poderia dar a morte. Quando ele ia seguir pela floresta ele pensou seguir pelo rio até sua casa mas sem resultado, então foi sempre em frente sem ter qualquer destino, até que viu uma luz, essa era a luz de sua casa. Ele não sabia mas mesmo assim resolveu arriscar e resolveu seguir essa luz, encontrando assim a sua casa. Por esta mesma razão é que se enfeita os pinheiros no Natal.

Gabriela Fernandes
nº 11
9º4

Opinião sobre um livro

Título: Harry Potter e os Talismãs da Morte
Autora: J.K. Rowling
Edição: 1ª edição

Eu achei este livro melhor do que todos os outros livros da colecção do Harry Potter, pois tem menos descrição e mais acção, o que proporciona mais entusiasmo a ler e as acções desenrolam-se mais rapidamente fazendo assim a pessoa ficar com curiosidade no que vem a seguir.
A parte que eu mais gostei no livro foi o assalto ao banco de Gringotts onde Harry, Hermione e Ron conseguiram encontrar um Horcrux e destruí-lo arriscando a própria vida pois nunca ninguém tinha conseguido assaltar aquele banco sem ser apanhado e também o Horcrux encontrava-se num dos cofres mais difíceis de conseguir entrar.
Também gostei da batalha em Hogwarts entre os aliados de Harry e os aliados de Voldemort onde houve muita acção e perigo, morrendo muita gente antes do confronto final entre o próprio Harry e o Voldemort, pois só um podia viver quando o outro morresse e só haveria paz no Mundo dos feiticeiros se Harry vence-se o Voldemort.
Tenho pena que este seja o último livro do Harry Potter pois os livros da colecção são muito bons e mostram-nos um Mundo imaginário onde quem lê fica a pensar como seria o Mundo se tudo o que se está escrito nos livros do Harry Potter fosse real.


Pedro Carvalhosa
Nº:24 9º4

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Notícia sobre a ida ao teatro

A turma do 9º4, foi ao Porto no dia 31 de Janeiro de 2008 ver uma representação de teatro do Auto da Barca do Inferno.
Foram com os outros colegas do 9ºano da mesma escola. Foram de autocarro. No Porto estavam mais jovens que também assistiram à peça juntamente com eles. Quando chegaram, estiveram um pouco à espera para entrar, sentaram-se e passados alguns minutos, deu-se início à peça. Tal como tinham estudado, em primeiro lugar deu-se a entrada do Fidalgo em palco e seguidamente as outras personagens. Todos eles gostaram imenso da apresentação e foram lá a fim de enriquecerem os conhecimentos sobre o Auto da Barca do Inferno.
Passearam e também se divertiram imenso!






Sónia Cerqueira
Nº26 9º4

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Uma tarde sem aulas

No passado dia 31 de Janeiro os alunos do nono ano de varias escolas do país foram ver uma peça de teatro a Matosinhos.
Depois de uma manha um pouco cansativa para alguns alunos, visto que realizaram o exame nacional de matemática, por volta da uma hora os alunos partiram de autocarro.
Os alunos foram ver o Auto da barca do inferno, com a iniciativa dos professores, para que os alunos descontraíssem, e para perceber melhor a peça que já tinham dado na aula de língua portuguesa. Chegaram a escola por volta das dezassete horas, depois de verem a peça cuja companhia de teatro era «O sonho».
Com esta actividade os professores tentaram que os alunos percebessem melhor a peça, e que ficassem com mais conhecimentos sobre o teatro nacional.





Trabalho realizado por:
Paulo César
N.21
9.4´
No dia 31 de Janeiro de 2008, pelo 12:50 h, os alunos do 9º ano da Escola EB 2,3 de António Feijó, partiram rumo ao teatro “sonho” em Matosinhos para assistir à peça “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente.
Durante o 1º período, todas as turmas do 9º ano , estiveram a estudar o “Auto da Barca do Inferno” e para perceberem ainda melhor esta peça alguns professores de Língua Portuguesa , desta mesma escola, tiveram a brilhante ideia de juntar todas as turmas e levar até ao teatro “sonho”.
Os actores que representaram esta peça foram fantásticos e todos os alunos adoraram.
Por volta das 16:30 chegaram à escola, já um pouco cansados mas valeu pelo esforço.


Trabalho realizado por: Gabriela Fernandes
Nº11
9º4
Ida ao Teatro

No dia 31 de Janeiro de 2008, os alunos do nono ano de várias escolas do país, foram a Matosinhos assistir à peça de teatro Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, representada pela companhia de teatro “O Sonho”.
Os alunos deslocaram-se de autocarro até Matosinhos e lá assistiram à peça de teatro, com o objectivo de melhor compreenderem o conteúdo programático da disciplina de Língua Portuguesa, sobre a peça de Gil Vicente.
A peça de teatro foi representada por vários actores, que deram mais ânimo à peça.
Este dia foi marcado pela fantástica adesão dos alunos e pelo sucesso da peça representada.
No final da peça, todos os alunos receberam um cartão da vodafone yorn e regressaram para as suas escolas.


Trabalho realizado por:
Pedro Carvalhosa
Nº24 9º4

Notícia

Visita de estudo ao teatro
No passado dia 31 de Janeiro, todos os 9º anos da Escola E.B.2,3 António Feijó tiveram a oportunidade de ir assistir no teatro de Matosinhos ao Auto da Barca do Inferno protagonizado pela companhia "o Sonho".
O Auto da Barca do Inferno é estudado na disciplina de Língua Portuguesa no 9º ano, e vê-lo no teatro foi uma forma diferente para os alunos, de a perceber.
No teatro as personagens interagiam muito com o público, alterando assim um pouco a peça tornando-a mais engraçada, mas no geral seguiam sempre o seu contexto.
No geral todos os alunos gostaram porque foi uma maneira diferente e muito divertida de assistir à peça do Auto da Barca do Inferno.



Trabalho realizado por:
Luísa Cerqueira nº19 9º4

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Conto de Natal

Este conto é realizado num comboio, enorme e mágico porque estávamos no Natal. As personagens são a Célia que era uma pretinha que era muito simpática e amiga do João, o Manuel era um miúdo que nunca tinha tido Natal, e o Sr. Octávio era o Comandante.
O Ambrósio tem uma barba e um cabelo tão grande.
Lá iam eles no Comboio, quando por extraordinário o Quim fiz força no travão e saiu o ferro e ao cair o Quim salta e consegue apanhá-la, mas o comboio abanou um pouco mais por ir muito depressa e o Ambrósio cai por cima do Quim e o ferro escapa da mão dele e ao cair entra na boca do Quim e ele engole-o.
Quando estavam a chegar a parte pior de todas e como o comboio ia muito depressa o ferro sai pela boca fora e cai na grelha, o Ambrósio ao ouvir o comandante a manda-los parar ele levanta o chapéu e ira o seu gancho e mete-o lá e o Quim trava mesmo antes de bater contra uma manada de veados.
O João escorrega no gelo que a parte da frente do comboio tinha e amara-se á barba do Ambrósio, ele grita assim:
- Uhhhhhhhhiiiiiiiiii…ahhhhhhiiiii! Isso dói.
E o veado barrega assim:
- Uhhhhhhhhhhh…uhhiii…!
E então o Sr. Octávio ao ver que o veado barrega, começou a puxar então a barba ao Ambrósio e então a manada foi-se embora. Continuaram a viagem e mais tarde ouve outro contratempo a linha do comboio estava congelada numa parte e ao passar o comboio perde o controlo e o gelo começou a estourar mas eles por sorte conseguiram escapar. Continuaram a viagem e quando chegaram viram milhões de duendes tão pequeninos. Depois todos saíram mas o Manuel ficou dentro do comboio, e a Célia e o João foram lá e disseram-lhe para ele ir embora ver o Pai Natal. Passados dois minutos a carruagem separa-se do resto das outras carruagens (comboio) e lá vão os três de marcha-atrás até que ficam encostados a uma parede.

Anabela Martins da Cruz
Numero:um do nono três

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Conto de Natal

Conto de Natal

No dia 24 de Dezembro, a Ana que tinha 9 anos estava ansiosa pelo dia seguinte, porque iria dançar pela primeira vez à televisão, pois o seu sonho desde pequena era ser bailarina e poder dançar no programa “Dança Comigo Natal”.
Às 9 horas levantou-se para ajudar a sua mãe nos preparativos para essa noite, visto que estaria toda a família a consoar na sua casa.
Às 17horas terminaram de fazer os preparativos e começaram a enfeitar a casa com luzinhas, estrelinhas e fazendo o pinheirinho com o presépio.
Duas horas depois chegaram as visitas as quais eram primos, tios e avós da Ana e do Miguel. Cumprimentara-os e dirigira-os até à sala onde jantaram felicíssimos com a família.
No fim de jantarem chegou a hora do Pai Natal, algumas crianças choravam e outras riam, pois muitas pessoas que necessitam e nem se quer um prato de batatas têm para comer, e isso é muito triste, porque algumas pessoas têm tanta fartura que as suas coisas até se estragam e podiam partilhar com os mais necessitados.
E o que interessa mais na vida não é o dinheiro, mas sim o amor, a saúde e a paz.
O Pai Natal depois de ter distribuído todos os presentes, faltava o da Ana.
- Ana diz desiludida:
- Só eu é que não tenho um presente….
- E o Pai Natal diz:
- Não te preocupes minha linda rapariga, porque quem chora por último chora por melhor…
E chega um trenó com as renas na maior velocidade que traziam uma caixa enorme.
- A Ana contentíssima rasgou o embrulho e viu um guarda-roupa, mas pensou:
- Um guarda-roupa para quê? Eu já tenho um….
Tomara muita gente ter um, mas Ana esqueceu-se desse pormenor.
Abriu o guarda-roupa e viu fatos lindíssimos cheios de brilhantes de dança de salão e claro que também havia sapatos para o seu 1º espectáculo ao vivo.
A Ana agradeceu ao Pai Natal e depois ele foi-se embora distribuir o resto das prendas pelas outras casas.
A família também foi-se embora, pois já era tarde.
- Uma hora depois ela diz para os pais:
- Tenho que ir dormir. Amanhã será o dia mais feliz da minha vida.
- E dizem eles:
- Claro, vai descansar que nós arrumámos a sala.
A Ana foi dormir, mas nem pregou o olho, porque estava tão nervosa que não parava de ver as horas.
No dia seguinte de manhã a Ana foi a primeira a levantar-se e a ver o lindo dia de Natal.
Às 12horas era o almoço na casa dos seus avós. Ana preparou a sua roupa e o calçado da dança e pôs dentro de um saco de papel nervosíssima que até rasgou um dos lados do saco.
Todos da sua casa foram-se embora almoçar à casa dos avós da Ana e do Miguel e quando chegaram a comida cheirava-lhe muito bem.
Almoçaram todos borrego, batatas assadas, arroz seco e salada com a família e no fim claro vários tipos de sobremesa.
À tarde enquanto alguns jogavam ás cartas e outros viam filmes de Natal, a Ana e o Miguel foram ensaiar para uma sala vazia.
Às 19 horas e 30minutos começaram a jantar “Roupa Velha” e a Ana e o seu irmão foram obrigados a comerem tudo, pois teriam de fazer muito exercício físico.
As suas actuações iriam dar início ás 21horas. Nervosíssimos o pai foi levá-los ao “Dança Comigo Natal” e quando chegaram lá eram 20horas e 15minutos, de seguida foram prepararem-se.
A família estava com a televisão ligada na RTP1 a torcer por eles.
45 minutos depois a apresentadora começou por dizer:
- Senhores e senhoras agora apresento-vos o par mais novo que vem defender Portugal, dançando uma “Rumba”!
Nervosos entraram no palco e começou a música. Será que conseguirão vencer? Comentava a família.
Dançando mais descontraídos, mas com técnica acabaram a dança numa posição espectacular.
No fim da actuação toda a gente se levantou e bateu palmas sem parar.
Agradeceram contentíssimos e a apresentadora disse:
- Muito obrigada podem sentarem-se e aguardem que os outros dancem para o júri decidir quem são os vencedores.
Depois de todos terem dançado, o júri estava a escolher o par vencedor.
Minutos depois o júri pega no microfone e diz:
- Achamos que o par que esteve melhor nesta actuação foi …. A Ana e o Miguel!
O público português e a família começaram a saltar desesperados.
Receberam a taça de melhores bailarinos a nível mundial.
Mas faltava um cheque de 10.000euros, no qual o par pegou no microfone e disse:
- Boa noite a todos em antes de mais nada queremos desejar um feliz natal e decidimos que este dinheiro vamos dá-lo aos hospitais mais necessitados.
Ela fez isto, porque a avó nesse dia antes de jantarem esteve a falar com ela e deu-lhe uma grande lição, pois já se dá para ver que deu resultado.
Toda gente bateu palmas e depois foram-se embora.
A família estava orgulhosa deles.
Ana e Miguel passaram o Natal mais feliz da vida deles e claro que nunca iriam esquecer desta grande data.
Alguns anos depois tornaram-se famosos e bailarinos profissionais como Marco des Camiles.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

um mistério no natal

Era dia de Natal e a aldeia estava cheia de alegria, como acontecia todos os anos por esta altura. Era uma aldeia com poucos habitantes, e a maior parte deles idosos. A aldeia tinha muito pouco movimento, mas nas alturas festivas havia carros e crianças por todo o lado.
A aldeia era pequena, mas com um ar muito puro, rodeado de árvores e com enormes campos cobertos de flores e que nas alturas festivas era uma verdadeira diversão viver lá. Os familiares dos que nela habitavam passavam sempre lá as suas férias, todos juntos eram muita gente, como ainda eram descendentes das antigas famílias, muito numerosas, a aldeia ficava com muita gente nestas alturas.
As crianças corriam pelos campos verdes, pois adoravam o ambiente e o ar daquela aldeia, por ser tão puro e também porque estavam habituados a viver na cidade, onde não encontravam tanta liberdade como ali. Mas para o Carlos, para o João e para a Inês já nada era diferente, nem nada os entusiasmava tanto como aos primos ou amigos que lá passavam férias, eles moravam naquela aldeia e já conheciam a maioria dos caminhos e campos da aldeia. Gostavam muito da companhia dos que lá passavam férias, mas não gostavam tanto de correr pelos campos como eles, preferiam ficar a observar.
O Carlos e o João vestiam roupas muito idênticas, umas calças de ganga e um casaco de pêlos acinzentado, a Inês vestia um vestido castanho com umas meias vermelhas. Todos eles eram muito divertidos, mas o João era o mais medroso, tinha mais receio que os outros em várias coisas. Diziam - lhe até que parecia ser mais infantil.
Nesse dia ficaram sentados os três, debaixo de uma árvore a ver as brincadeiras das outras crianças que pouco mais novas eram que eles. Mas depressa se cansaram e foram dar uma volta pela aldeia, pela parte mais distante das casas, a mais desconhecida até pelos próprios habitantes. Eram muito curiosos e decidiram explorar a outra parte da aldeia, alguns habitantes diziam que era malicioso aquele lugar. Era uma aldeia calma mas que tinha sítios perigosos, até eram chamados por algumas pessoas «cantos escuros». Existiam mais do que um lugar assim, e decidiram parar para descansar, num grande muro de pedra. O Carlos sugeriu que fossem para o parque mais perto, pois estava muito cansado, e também porque era um parque bem assustador. O João como era muito medroso hesitou, mas depois pensou e concordou, a Inês também concordou logo, ela estava sempre pronta a acompanhar o Carlos. Tiveram um tempo parado a descansar, e a combinar o que iam fazer quando entrassem no parque. Levantaram - se e lá foram em direcção ao parque, muito contentes e entusiasmados por verem o lugar que diziam ser tão mau.
Entraram no parque e ficaram desapontados ao verem como aquilo se encontrava em ruínas, e por ser mesmo verdade o que diziam daquele lugar. Havia enormes matas, mal se conseguia passar, havia também duas casas muito arruinadas já sem tecto e muitas das paredes também já estavam caídas com várias plantas e ervas ruins á volta. O João ficou calado, mas a Inês disse com uma cara de quem ficara mesmo desapontado, que afinal era mesmo verdade, o Carlos muito baixinho também disse que sim.
Onde o parque se situava até era um sítio bonito se não estivesse tão arruinado, tirando as matas e as casas estarem completamente arruinadas, também lá havia grandes árvores, e belos sítios para reconstruir e fazer novos jardins. Depois de reflectirem bem sobre o que se depararam resolveram ir ver o outro lado do parque. Onde também encontraram uma grande mata e as casas em ruínas. Mas a parte de trás sempre estava com melhor apresentação, até havia uma parte que tinha uma grande porta de madeira.
Depois de terem dado as voltas todas ao parque, resolverem entrar pela aquela grande porta de madeira. A sugestão foi do Carlos, todos concordaram, pois estavam mesmo muito ansiosos por ver o que estava do outro lado daquela porta, era a única parte das casas que estava restaurada e não se via nada para dentro. Até o João estava bastante curioso.
Entraram e depararam - se com uma caixa. Abriram - na e encontraram um mapa e várias lanternas. Observaram - nas e comentaram há quanto tempo aquilo já estaria lá.
Mas como já era tarde decidiram guardar tudo o que encontraram, na mesma caixa, e ir para casa. Pois era dia de Natal e os familiares já deviam estar preocupados. Combinaram um novo encontro no dia seguinte junto a árvore do costume, onde costumam encontrar - se para irem brincar.
Quando chegaram a casa já tinham cada um, os seus familiares a espera, para começarem com os petiscos para o jantar. E claros para no fim abrirem os tão adorados presentes.
No dia seguinte, foram os três ter ao sítio combinado. O Carlos foi o primeiro a chegar, a seguir a Inês e por fim o João. Conversaram um pouco e depois foram em direcção ao parque.
Quando lá chegaram, foram directos á grande porta de madeira, e pegaram no mapa, para o visualizarem melhor, para conseguirem ver melhor saíram para fora da casa, pois aquela parte era fechada e não havia luzes. Ao começarem a ler perceberam que se tratava de um enigma que tinha de ser desvendado por quem o encontrasse primeiro. Ao fim de lerem o primeiro parágrafo a Inês virou - se para o João e para o Carlos e disse:
- Somos nós, mais ninguém o deve ter descoberto, pois se o tivessem visto teriam desvendado o enigma.
Ficaram um bocado pasmado ao início mas depois pensaram e resolveram mesmo continuar a ler todas as pistas para o conseguirem desvendar. Todos gostavam deste tipo de mistérios, até mesmo o João. Com o objectivo de encontrar e descobrir coisas novas.
Começou por ser o João a ler em voz alta. Enquanto ele lia o Carlos e a Inês escutavam e observavam o mapa com muita atenção. Até que chegou a uma parte que lhes despertou muito a atenção. Na terceira pista, ou informação que lá estava escrita dizia: «…depois de este enigma ser encontrado terá de ser desvendado o mais rápido que conseguirem. Porque pode ser encontrado por outra pessoa que nem conheça o enigma…
Já tenho a minha idade e sei que o mais provável é o meu enigma ser encontrado por crianças, eu também já o foi e sei que as crianças gostam destes sítios e que normalmente vem em grupos para sítios como este, por isso é que deixo uma carta para entregar aos pais de quem o encontrar. Não tenhas medo entrega, toda a gente me conhecia nesta aldeia, irão todos perceber o porquê deste enigma….segue todas as minhas pistas com atenção e lá chegarás…»
Depois de terem lido isto ficaram ainda mais entusiasmados e foram cada um mostrar a carta aos seus pais. Eles não podiam ver a carta, não sabiam do que se tratava, mas os pais depois de a lerem sabiam bem do que eles iriam encontrar e que era perfeitamente seguro os deixarem ir. Também dizia lá que voltariam num espaço mínimo de uma semana. Todos prepararam os seus odres, pois tinham que levar comida e água para se alimentarem em toda a viagem. Tiveram com a família e partiram um pouco depois do almoço.
Seguiram o mapa, em que dizia que tinham que caminhar cerca de sete horas até encontrarem um abrigo para passar a noite. Sabiam que tinham um longo caminho pela frente, por isso não pararam em lado nenhum antes de encontrarem um abrigo.
Depois de várias horas a caminhar avistaram um grande penedo com uma pedra pela frente a servir de porta. Pararam e o Carlos disse:
- Deve ser aqui, já caminhamos muitas horas e além disso já é noite, já não conseguimos andar muito mais e temos aqui um bom abrigo. O João e a Inês também concordaram dizendo ao mesmo tempo:
- Tens toda a razão Carlos.
Depois disto riram - se e foram para o abrigo que encontraram, estava estafados e cheios de fome. Mas antes de comer ainda deram uma olhadela ao mapa para verem o que iam ter que fazer no dia seguinte. Leram a pista seguinte e perceberam que o dia seguinte ia ser só caminhar, tinham um longo percurso pela frente. Comeram e aconchegaram - se uns aos outros para descansarem, dormirem.
De manhã acordaram cedo e puseram - se a caminho outra vez até encontrarem outro abrigo para ficarem a próxima noite. Caminharam cerca de doze horas e voltaram a encontrar outro abrigo mas desta vez era um tronco de árvore. Entraram, sentaram - se e ligaram as lanternas para verem a próxima pista do mapa. A Inês leu em voz alta:
«…e amanha irás encontrar um outro abrigo e aí mesmo nesse abrigo descobrirás e desvendarás o enigma.»
Depois desta leitura comeram e aconchegaram - se para descansarem, pois este dia foi ainda mais cansativo.
Essa noite passaram - na mais quentinhos, dormiram melhor, o tronco não era tão gelado como a pedra do outro abrigo em que tinham ficado.
No dia seguinte acordaram e partiram novamente, caminharam cerca de cinco horas e avistaram uma casa ainda mais arruinada que a outra em que tinham encontrado o mapa.
Sentaram - se ainda longe da casa e viram novamente o mapa, e comentaram entre os três o que seria o enigma. O João disse:
- Pelo que vejo no mapa acho que temos que entrar pela primeira porta.
A Inês também concordou dizendo:
- E melhor arriscarmos, pois o mapa trouxe - nos até aqui por isso mais vale entrar.
Arrumaram o mapa e foram em direcção a primeira porta, onde encontraram uma caixa igual á outra, mas desta vez com uma pequena chave dentro.
Voltaram a tirar o mapa e o Carlos leu: «…metade do vosso trabalho está resolvido agora tem que caminhar mais um pouco sensivelmente duas horas, para finalmente desvendarem o enigma... vá ponham - se a caminho!
Depois do Carlos ter acabado de ler puseram - se a caminho. Chegaram ainda antes de anoitecer.
Encontraram uma outra casinha, mas esta não estava arruinada, muito pelo contrário era de madeira e muito pequenina. Tinha uma porta com uma fechadura muito pequena também. Pararam á porta e o João disse:
- Supostamente esta fechadura e da chave que encontramos!
A Inês acenou com a cabeça, dizendo que sim. O Carlos abriu a mochila e tirou a chave metendo - a na fechadura. Abriu a porta e depararam - se com várias caixas, todas elas fechadas, excepto uma que tinha um embrulho juntamente com uma carta. A Inês abriu o embrulho. Lá dentro tinha uma fotografia e uma chave, também muito pequenina. Enquanto os observavam o João lia a carta que dizia: «…o enigma já está quase descoberto. Essa fotografia sou eu, quase toda a gente da aldeia me conhecia. Descobri que tinha uma grave doença, e que tinha poucos dias de vida, só tive tempo de formar um enigma, para deixar os meus bens…apenas falta conclui - loa com essa pequena chave. Depois de o encontrarem façam o que quiserem com ele…»
Depois desta leitura juntos pegaram na pequena chave, e experimentaram - na em todas as caixas que lá tinha. Finalmente meteram numa que abriu, e tinha lá dentro doze barras de ouro.
Entusiasmados com o que encontraram disseram os três ao memo tempo:
- O nosso enigma e um tesouro…!
Ficaram muito contentes e excitadíssimos, resolveram ficar por lá naquela noite, para no dia seguinte terem forças suficientes para regressar a aldeia. Guardaram as barras de ouro nas mochilas, comeram e foram dormir.
Na manhã seguinte partiram para a aldeia. Nas duas noites que voltaram a ter de viagem, ficaram nos mesmos abrigos, em que tinham ficado antes de desvendar o enigma.
Chegaram á aldeia muito contentes e a tempo de passar o ano novo com a família. Contaram toda a história, cada um a sua família e todos conheciam o senhor que lhes tinha deixado as doze barras de ouro. Depois da festa do ano novo resolverão doar nove barras de ouro, e ficar cada um com uma, para ter uma recordação de uma boa aventura!



Carla costa 9º4

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Um Natal diferente

Este conto fala-nos de uma família muito rica, que possuía uma empresa na Polónia chamada timebugy mas certo dia devido á concorrência essa empresa foi a falência. Os donos dessa empresa chamavam-se Carlos e Elisa e eles tinham um filho chamado Henrique loiro de olhos castanhos de doze anos muito mimado e cheio de mordomias.
Os anos foram passando e os pais de Henrique ficavam cada vez mais pobres até que ouve um ano em que os pais do Henrique como tinham pouco dinheiro tiveram que cancelar as mordomias da família, o Henrique entrou em depressão profunda por não poder usufruir dos empregados a depressão chegou a tal ponto que o Henrique deixou de falar para a família. Um mês depois um dia antes da véspera de natal o Henrique decidiu que ia fugir porque pensava que na rua ele ia encontrar uma família melhor então atou os lençóis da cama pôs mantimentos numa mochila cor de laranja e fugiu de casa. Os pais quando chegou a hora de jantar estranhavam ele não estar na mesa, então foram ao quarto chama-lo encontraram os lençóis na janela, a mãe de Henrique foi logo para o telefone para chamar as autoridades, enquanto isso Henrique estava sozinho a vaguear pelos becos escuros da cidade juntou-se a uns sem abrigo para de aquecer no bidão mas os sem abrigo atacaram-no roubando tudo o que ele tinha incluindo a mochila cor de laranja ele ficou sem nada para comer e para se aquecer. Mas de repente aparece uma sombra e pensando que eles tinham voltado para lhe bater ele disse:
-Por favor não me façam mal.
Da sombra aparece um rapaz mais ou menos da idade dele que diz:
-Eu vi tudo o que aconteceu e eu não te quero fazer mal, por isso não te preocupes. Eu sou o Joaquim e tu.
-Eu sou o Henrique e tu és um sem abrigo.
-Sim. Mas eu não te vou roubar, não te preocupes. Se não tiveres com quem ficar esta noite podes ficar comigo a dormir na central de camionagem.
-Claro que fico. Responde o Henrique
Então eles foram para a central de camionagem. Enquanto isso toda a gente andava á procura do Henrique. No dia seguinte o Henrique andou todo o dia com o seu novo amigo Joaquim na parte da manhã eles os dois fizeram bonecos de neve, lutas de bolas de neve, deslizaram com a barriga no lago gelado (deslizavam de barriga porque não tinham patins), até que chegou a hora do almoço e eles estavam esfomeados o Joaquim costumava almoçar num lar de apoio aos sem abrigo, o Henrique achou um pouco estranho mas depois de almoçar virou-se para o Joaquim e disse:
-Acho que nunca comi tanto e tão bem em toda a minha vida.
-É das coisas melhores que um sem abrigo tem. Responde o Joaquim.
Á tarde continuaram as brincadeiras foram jogar futebol com uns amigos do Joaquim até perto das dezanove horas.
Á noite foram dar uma volta pela cidade e viram as famílias todas unidas e felizes, até que o Henrique perguntou:
-Como é que ficaste sem abrigo?
-Quando eu era muito novo a minha família morreu num acidente de viação quando estavam a vir de visitar a minha avó num centro para idosos e como não tinha familiares que pudessem tratar de mim a segurança social mandou-me para um orfanato de onde eu fugi para a rua quando tinha apenas sete anos e é ai que tenho vivido todos estes anos e não me arrependi nada. Respondeu o Joaquim.
-E tu porque é que estas na rua?
-Eu estou na rua porque fugi de casa no dia em que te conheci. Respondeu o Henrique.
-E porque é que fugiste de casa?
-Porque os meus pais deixaram de gostar de mim.
-Isso é uma parvoíce os pais não deixam de gostar dos filhos.
-Ai não! Então porque é que eles deixaram de me dar tudo o que queria?
-Talvez por não terem fundos suficientes para te darem tudo o que tu queres, e só darem tudo o que precisas.
-Visto dessa maneira és capaz de ter razão tenho de ir procurá-los e pedir-lhes desculpa.
-Agora não, fazemos isso amanhã porque agora já é noite.
No dia seguinte, dia de Natal eles foram procurar os pais do Henrique á casa dele e pelo caminho eles viram uns sem abrigo a mexer numa mochila cor de laranja, e o Joaquim diz:
-Aquela não é a mochila cor de laranja que te roubaram?
-É pois tenho de ir buscá-la.
Ao ir busca-la os sem abrigo que estavam a mexer nela fugiram. O Henrique ficou um bocado triste por não ter os seus objectos pessoais lá dentro mas também ficou contente por a ter reavido. Continuando a viagem Henrique chegou a casa e encontrou a mãe nos braços do pai a chorar, e quando Henrique encosta-se a eles, eles olham para traz e dizem em coro:
-Henrique voltaste!
-Pois voltei e juro que nunca mais fujo de casa.
-Joaquim que estás tu aqui a fazer? Pergunta a mãe.
-Mãe conhece-o? Claro é filho do meu falecido irmão que foi mandado para um orfanato.
- Mãe podes pedir a custódia do Joaquim ao tribunal claro só não pedi antes porque não sabia em que orfanato estava.
Passaram o Natal todos juntos e o ano novo já com o Joaquim fazendo parte da família.


Fim


Nome: José Pita
Nº: 16
Turma: 9º4






Conto de natal - uma vida

Uma vida

Era uma vez um grupo de amigos, o Duarte, o Afonso e a Clara que viviam num orfanato, eram os melhores amigos, eles eram meninos muito tristes, mas como era época de natal eles estavam mais alegres, a Clara era uma rapariga muito meiga com olhos verdes, cabelos claros, pele clara, muito carinhosa e bondosa, ela era dos três a mais triste porque os dois meninos tinham sido deixados no orfanato em bebé e a menina era muito recente no orfanato, só estava lá à dois anos porque os pais tinham falecido num acidente de viação e como não tinha mais família teve de ir para o orfanato, no primeiro ano a rapariga não falava com ninguém só falava com o cão lá do orfanato que se chamava Alfredo, ela ficava sempre no quarto a chorar porque estava traumatizada por o que estava a acontecer na sua vida, mas no segundo ano já se estava a habituar e assim começou a fazer laços de amizade com os seus grandes amigos de agora o Duarte e o Afonso. Ela dizia algumas vezes que o Duarte era mais atencioso que Afonso, eles como estavam na sua época do ano preferida que era o natal, os três amigos estavam muito animados para enfeitar a casa e a árvore de natal, mas eles tinham uma grande amiga que era a directora do orfanato mas ela andava muito em baixo e os três amigos combinaram tentar saber o que ela tinha, mas eles viam mesmo que era uma coisa grave porque ela não costumava ficar todo o dia no escritório mas á dias que ela fica sempre no escritório, mas eles quando acabaram de enfeitar tudo foram logo jantar, falaram de tudo o que iam fazer no dia seguinte. A Clara como era sempre a primeira a acordar vestiu-se e foi logo levantar os colegas para irem tomar o pequeno-almoço e falarem com a directora.
Bateram à porta:
- Quem é?
- O Afonso o Duarte e a Clara, podemos entrar?
- Claro que sim, que quereis?
- Era para lhe perguntar porque é que está tão desanimada e fica sempre no escritório, não é normal principalmente nesta época do ano.
- Não é nada, é porque tenho tido muito trabalho na direcção, não se preocupem e até vos prometo que leio-vos um livro quando todos forem para a cama.
Eles saíram mas não ficaram muito convencidos com o que ela tinha dito, de manhã o Afonso ao ir à cozinha passou pela porta do escritório da directora e ouviu-a a falar com outras pessoas a dizerem que queriam adoptar a Clara quando o Afonso ouviu foi logo chamar a Clara e o Duarte para lhes contar tudo, a rapariga levantou-se e foi perguntar-lhe se era verdade, ela disse que sim, a rapariga começou a chorar e a dizer que não queria ser adoptada e que estava muito bem no orfanato, os dois amigos estavam tristes e alegres, tristes porque iam ficar sem a amiga e por outro lado alegres porque ela iria ter uma família que era o que todos queriam mas pelos vistos a menina não queria, ela durante dois meses ficou sem comer porque não queria sair do orfanato. No dia de natal estavam todas as crianças reunidas à mesa para comemorarem a noite de consoada, na hora de receber os presentes a directora chamou a Clara para falar com ela e disse-lhe que ia ser adoptada não pelas pessoas que a queriam adoptar mas sim por ele, pela directora, a rapariga ficou muito contente e disse que o melhor presente que podia ter recebido neste natal era ter recebido neste natal era ter tido esta noticia.

Trabalho realizado por:
Eva Eliana Sendão nº8 9º4

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Natal da Família Valadas

-Toni!!! Despacha-te… traz-me as rabanadas! Despacha-te, homem!
- Acalma-te, Natália. Ainda temos uma tarde inteira para preparar a mesa!
Era véspera de Natal, mas a família Valadas era como todas as famílias portuguesas, festejavam o Natal no dia vinte e quatro e só iam fazer as compras no dia anterior. Era por isso que a dona Natália estava tão atarefada.
A dona Natália era uma mulher com quarenta e dois anos de idade, baixa e em boa forma física, pois fazia muito exercício ao levar os pratos e as travessas da cozinha para a sala de jantar e vice-versa.
O senhor António, ao contrário da sua mulher, tinha um pouco de peso a mais: pesava noventa e quatro quilos e media um metro e setenta, por isso os seus quarenta e um anos já lhe pesavam na barriguinha.
O senhor e senhora Valadas tinham dois filhos. A Paula, que era uma jovem de quinze anos, com um corpo atlético e que provocava alguma inveja em alguns dos seus colegas de turma. Ela era atleta de natação mas nunca tinha ganho nenhuma medalha, apenas o seu belo corpo. Paula era baixa, tinha os olhos azuis e os cabelos loiros.
O outro filho do senhor e da senhora Valadas era o Paulo. O Paulo tinha catorze anos e não tinha o corpo da sua irmã, apesar de também praticar natação. Ele era bastante mais alto do que Paula, tinha os olhos azuis e o cabelo castanho claro.
A família Valadas estava muito atarefada com a aproximação da ceia de Natal. Paulo e Paula tinham ido comprar os últimos presentes e por isso os seus pais estavam com trabalho a dobrar.
Eram três horas da tarde quando alguém bateu à porta.
- Quem é? – perguntou a dona Natália.
- Sou eu. – respondeu uma voz familiar do lado de fora da porta.
- Ah! És tu… entra, a porta está aberta… – informou a senhora Natália, mas ao ver que isso não correspondia à verdade, acrescentou – … bem, está aberta depois de eu a abrir. Espera um segundo.
Natália abriu a porta e entrou em casa um vulto coberto com uma capa impermeável preta. Era a irmã mais nova de dona Natália, chamavam-lhe Marijoana, pois o seu nome era Maria Joana.
A Marijoana entrou na sala de jantar e sentou-se confortavelmente no sofá. Depois ligou a televisão e sem dizer uma única palavra deitou a mão aos doces que estavam na mesa e comeu um. Marijoana era uma jovem senhora, na casa dos vinte e sete anos, tinha os olhos de um castanho muito intenso e penetrante, os seus cabelos eram longos e muito escuros, mas não eram pretos.
- Então maninha?! – voltou Natália a falar enquanto tentava conter uma série de gargalhadas que teimavam em sair. – Isso faz-se? Entras em casa das pessoas, acomodas-te no sofá, ligas a televisão e ainda me comes uma rabanada?
- Mmmm… esta rabanada está muito boa. Foste tu que as fizeste, Natália? – perguntou Marijoana.
- Não, foi o Toni… – respondeu Natália num tom de brincadeira.
Enquanto as duas irmãs travavam na sala de jantar uma conversa que parecia não ter fim, o senhor António saiu para a rua às escondidas e foi fumar um cigarro. Mas quando abriu a porta, os seus filhos estavam a atravessar o pátio que dava para a entrada. O senhor António apressou-se a esconder o cigarro atrás das costas enquanto os dois irmãos entravam em casa.
- Toni!!! Já vais fumar outra vez?! – era a sua esposa, e estava muito zangada – ainda ontem disseste que tinhas fumado o último cigarro no mês passado e agora apanho-te a fumar às escondidas?! Espero que tenhas uma boa explicação para isto…
- E tenho. – respondeu António com muita calma que até parecia que a explicação que ele ia dar era verdadeira – E tenho mesmo uma boa explicação. Bem… como estava a chover eu ia aproveitar para deitar o meu último cigarro fora.
- Pai… – chamou Paula – essa explicação até podia ser convincente, não fosse o facto de teres outro cigarro a sair-te do bolso e de teres um isqueiro na mão…
E depois desta observação de Paula começaram todos a rir às gargalhadas. Depois António pegou num cigarro e deu-o à sua mulher, o outro ficou para ele.
Na noite de consoada a família Valadas juntou-se toda na casa de António e Natália que conseguiram arranjar a mesa a tempo da ceia.
O jantar estava muito divertido e a comida cozinhada pelo senhor António estava uma delícia. Estavam na sala de jantar perto de trinta pessoas que falavam umas com as outras de uma forma desordenada, não se percebendo assim, quem estava a falar com quem.
Naquela sala vivia-se um ambiente de paz, harmonia, amizade, fartura, felicidade e acima de tudo de calor pois o fogão de sala estava aceso. No entanto, nesse momento a lenha já tinha sido quase toda consumida pelas chamas que agora estavam muito pequenas.
O avô Lourenço levantou-se e saiu para ir buscar mais lenha. Já não estava a chover, mas estava muito frio, por isso o avô agasalhou-se bem. Quando o avô entrou na arrecadação exterior onde tinha a lenha ouviu um barulho, espreitou pela porta e viu um vulto a coxear, entrando pelo portão da moradia.
O senhor Lourenço, pensando tratar-se de um ladrão, pegou numa canhota e seguiu o homem. Este deu uma volta à casa e parou junto da casota do cão. Como este estava dentro de casa o ladrão podia passear pelos jardins da vivenda.
Entretanto, dentro de casa as conversas continuavam animadas e ninguém dava pela falta do avô. Paulo e Paula conversavam com os seus primos numa mesa à parte da dos adultos. Eram doze primos, sendo dez deles filhos de irmãos de Natália, já que António só tinha uma irmã com dois filhos.
Ao mesmo tempo mas lá fora o avô Lourenço continuava escondido atrás de um arbusto e observar o homem. Este continuava virado para a casota deserta, observando sabe-se lá o quê. De repente o desconhecido virou-se e começou a dirigir-se para a arrecadação exterior. Passou mesmo à frente do avô Lourenço, que conseguiu ver que não se tratava de um ladrão mas sim de um mendigo, pois tinha as roupas todas estragadas e sujas, assim como a cara.
O mendigo atravessou um pátio e entrou na arrecadação onde tinha lenha, feno e palha, dois tractores e várias ferramentas e instrumentos agrícolas e de mecânica. O avô saiu do seu esconderijo e seguiu outra vez o mendigo.
O avô Lourenço estava a achar aquilo muito estranho, mas continuou a seguir o velho homem e quando este entrou na arrecadação o avô escondeu-se atrás de um tractor, para ver o que é que o homem tinha ido ali fazer.
Dentro de casa já se começava a sentir a falta do avô Lourenço e estavam todos a ficar preocupados. A dona Natália foi espreitar pela janela, que tinha vista directa para a arrecadação exterior, mas não conseguiu ver nada devido à escuridão que fazia àquela hora da noite.
O mendigo deitou-se e aconchegou-se em cima dos fardos de palha e feno que estavam num canto da arrecadação. Do outro canto, atrás do tractor o avô continuava a espiá-lo, e ainda um pouco confuso com o que estava a acontecer ali.
Mal se deitou em cima da palha o mendigo começou logo a ressonar. Alguns segundos depois a porta de casa abriu-se e saiu de lá de dentro o Paulo acompanhado dos seus primos Miguel e Vítor e da sua tia Marijoana. Ao vê-los sair de casa o avô Lourenço ficou preocupado e sem saber o que fazer.
Aflito com a situação e vendo os netos e a filha preocupados com ele, chamando-o e procurando-o por todo o lado, o avô Lourenço agiu por instinto: apareceu à família que o procurava e sem fazer barulho escondeu-se com eles atrás de uma árvore e contou-lhes o que se tinha sucedido. Depois pediu à Marijoana que fosse com ele acordar o mendigo e disse ao Paulo e ao Miguel para se posicionarem perto da porta, para, no caso do mendigo ser violento, o avô e a tia poderem fugir para dentro. O avô aproximou-se do mendigo enquanto que a Marijoana ficou à porta da arrecadação. Quando o avô já estava mesmo muito próximo do mendigo este acorda e diz:
- Por favor não me faça mal, sou apenas um pobre mendigo sem comida nem casa… por favor não me faça mal.
Estava muito escuro ali dentro e o avô não conseguia ver quem era o mendigo, no entanto aquela voz pareceu-lhe familiar.
- Tenha calma, – respondeu o avô – nós não lhe vamos fazer mal. Marijoana, liga a luz, por favor. – pediu o avô.
Mal Marijoana ligou a luz, o queixo do avô “caiu”, sem que este o conseguisse “segurar”. O mendigo para quem ele estava a olhar era um velho amigo seu, que tinha andado consigo na tropa e com quem ele tinha, realmente, travado uma amizade muito forte.
- Amaral?! – perguntou o avô Lourenço ainda meio espantado meio chocado.
- Lourenço!!! – exclamou Amaral como se estivesse perdido no deserto e o avô fosse a ajuda por quem ele tanto esperou. De facto, naquelas circunstâncias o avô poderia ser uma grande ajuda.
- O que estás aqui a fazer na véspera de Natal?! Não devias estar com a tua família? – perguntou o senhor Lourenço.
- Qual família? – interrogou-se Amaral – A minha mulher morreu, não tenho filhos, não tenho irmãos, a minha casa foi hipotecada… qual família? Não tenho onde dormir, não tenho nada para comer, não tenho dinheiro… não tenho nada… – lamentou-se Amaral.
- E agora, o que é que fazemos? – perguntou Marijoana que já se tinha aproximado juntamente com a maioria da família que já tinha saído de casa.
- Esperem aí! – exclamou o avô com um certo brilho nos olhos – Ora bem, hoje é Natal, dia de alegria, de amizade, carinho, felicidade, fartura… e se lhe déssemos um presente? – exclamou Lourenço apontando para Amaral.
-Um presente??? Que tipo de presente? – perguntou o resto da família em coro e um pouco indignada.
- Sim, um presente. – respondeu o avô – O melhor presente que lhe poderíamos dar. Amaral, hoje vais jantar connosco, dormes na minha casa e amanhã procuramos um lugar para tu ficares. O que me dizes?
- Bem… – começou Amaral – se eu estivesse noutras circunstâncias era capaz de não aceitar, mas atendendo à minha situação social e visto que é Natal, a única coisa que posso dizer é: obrigado pelo convite.
E não se perdeu tempo com mais conversa, o avô conduziu o seu velho amigo até ao interior da casa onde acabaram de jantar. Depois da sobremesa foram todos ver televisão enquanto que aqueles que tinham comido menos, matavam agora a fome com aperitivos.
Já perto da meia-noite o avô Lourenço saiu da sala e foi para o quarto sem ninguém reparar na sua ausência. Á meia-noite em ponto apareceu na sala alguém vestido de Pai Natal, com cinco ou seis sacos enormes cheios de presentes.
Todos repararam que o Pai Natal era o avô, excepto a Rita, o Diogo e o Tiago que eram os netos mais novos e que ainda acreditavam na existência do Pai Natal.
O avô, ou melhor o Pai Natal, distribui os presentes e deixou as crianças todas radiantes a brincar com eles. Daí a cinco minutos apareceu o avô Lourenço com a sua roupa normal e com um sorriso de orelha a orelha ao ver a felicidade dos filhos e dos netos naquele dia.
No dia seguinte quando a dona Natália acordou já o senhor António estava a preparar o pequeno-almoço, no entanto os seus filhos Paulo e Paula ainda se encontravam a dormir.
Na casa vizinha o senhor Amaral ressonava o mais alto que se possa imaginar, enquanto que no quarto ao lado a dona Esmeralda, esposa do avô Lourenço já se tinha levantado e estava a acordar o marido.
O avô Lourenço e a avó Esmeralda tinham acolhido por aquela noite o senhor Amaral, em sua casa.
Na manhã do dia vinte e cinco foram os três dar um passeio matinal para ver se encontravam vagas nas instituições de acolhimento a idosos necessitados, no entanto a visita não lhes correu bem, pois alguns estavam sem vagas e outros não tinham condições para receber pessoas de idade.
Á noite, na casa do senhor Lourenço, a dona Esmeralda preparava uma deliciosa refeição à qual o senhor Amaral não iria conseguir resistir, pois estava com muita fome.
Quando já estavam os três sentados à mesa o senhor Lourenço começou a falar:
- Tenho uma notícia para vos dar. – aqui o avô fez uma pausa para criar algum suspense e depois contou a notícia – Bem… como o Amaral não encontrou nenhum sítio para ficar vamos acolhê-lo na nossa casa o máximo de tempo que pudermos. O que me dizem?
- Eu acho que é uma óptima ideia. – disse a avó Esmeralda.
- Oh! Lourenço muito obrigado. Nem sei como te hei-de agradecer… – lamentou-se Amaral.
Após deste episódio de amizade continuaram a comer o petisco da avó e depois foram para a cama, pois estavam todos muito cansados, após os dois longos dias anteriores.
Na casa ao lado o Paulo e a Paula estavam a jogar “Travian” e a falar no “Messenger” pela Internet. O senhor António estava a ver televisão enquanto que a dona Natália acabava de lavar o último prato para ir ter com o seu marido. No andar de cima a Marijoana arrumava os seus pertences no seu novo quarto depois de doar o seu velho quarto, em casa do avô Lourenço, ao senhor Amaral.
E assim acabava o dia de Natal para esta família que continuou a viver os seus dias com bastante felicidade devido à boa acção que tinham praticado.




Trabalho realizado por: Rui Filipe Fiúza da Rocha Dantas N.º 25 9.º 4

O Natal dos Tokio Hotel

O Natal 2007 dos Tokio Hotel

A
1 de Setembro de 1989, em Leipzig, na Alemanha nasceram dois gémeos; o Bill e o Tom Kaulitz. Nunca ninguém, nem mesmo os seus pais, poderiam imaginar que aquelas duas crianças iriam ser o que hoje são. Desde pequenos que têm o gosto pela música, o Bill adora cantar e o Tom gosta imenso de tocar guitarra eléctrica. A música é a vida deles. Estes dois rapazes começaram desde pequenos por criarem o seu próprio estilo; o Bill optou pelo estilo “Dark” e o Tom pelas rastas, bonés com gorros e roupas com dez números acima do seu; apesar de estilos muito distintos, as suas caras são muitíssimo idênticas.
Desde muito cedo que entraram no mundo do Rock’n Roll. Mais tarde, em 2001, conheceram o Georg e o Gustav; o Georg que está a cargo do baixo e o Gustav da bateria. E assim se formou uma banda que no início tinha o nome Devilish. O grupo resolveu mudar o nome para Tokio Hotel em 2003, quando começou a ter sucesso na Alemanha; este foi o nome escolhido para a banda porque Tóquio é a capital do Japão, um local que eles adoram, e hotel porque a determinada altura começaram a passar muito tempo em hotéis.
Hoje são mundialmente conhecidos e conquistam milhares de fãs em todo lado. Têm dado muitos concertos, já ganharam muitos prémios inclusive de melhor banda na Alemanha.
É um grupo não só de músicos mas também de grandes amigos e nenhum deles trocaria a banda por razão alguma.
Todos os adoram, porque eles quando dão um concerto sentimos que eles próprios vivem aquele momento como se fosse o último e isso faz com consigam dar o melhor deles.
Ao longo da sua carreira os Tokio Hotel estão cada vez mais evoluídos.
Toda a família Kaulitz tem um enorme orgulho nos dois gémeos Tom e Bill. Eram eles que juntamente com os seus amigos Gustav e Georg faziam toda a gente “vibrar” ao som das suas músicas. Em alturas de festas como o Natal e passagem de ano aí ninguém faltava à festa.
Desde que formaram a banda que o ritual se repetia, no Natal e na passagem de ano, como a família Kaulitz tinha uma enorme casa, juntavam-se as famílias do Gustav e do Georg e jantavam no final do jantar a banda dava um concerto até à meia-noite, depois da meia-noite faziam uma troca de presentes e ficavam todos à conversa.
Eram dias de Natal muito alegres, divertidos e cheios de emoção em que pareciam serem todos da mesma família.
Mas este Natal ia ser diferente, pois a banda tinha adquirido muitos fãs e tinham muita fama e a toda a hora eram contratados para concertos em muitos países diferentes. Contrataram-nos para darem um concerto em Portugal, nas vésperas de Natal e se aceitassem só poderiam regressar a Alemanha dois dias depois do Natal. Eles queriam passar o Natal com a família, mas por outro lado também não poderiam deixar de dar um concerto num país que nunca tinham visitado e tinham milhares de fãs que os adoravam.
Os gémeos e os seus amigos conversaram até chegarem a uma decisão.
- Se não estivermos cá este Natal os pais vão ficar muito tristes! – disse Bill.
- Mas temos de ver o outro lado, é claro que a nossa família está em primeiro lugar, mas eles têm que entender que a nossa vida agora mudou. – acrescentou o Gustav.
- Temos de nos decidir, a nossa família está super orgulhosa, nós temos feito um óptimo trabalho, de certeza que vão compreender a nossa decisão. – disse Georg.
- Então está decidido…vamos a Portugal! Ninguém vai morrer por faltarmos a um Natal. – concluiu Tom.
Decidiram ir a Portugal, apesar de as suas famílias estarem em desacordo com isso.
Quando chegaram estavam muito contentes, pois tinham muitos fãs à espera deles no aeroporto. Deram o concerto e estavam maravilhados com o apoio e carinho com que os fãs os receberam.
No final do concerto, como estavam cansados foram para o hotel onde tinham ficado; no dia seguinte era Natal, como não podiam ir para casa optaram por visitar a cidade do Porto. À noite quando iam jantar sentiram-se tristes, pois este era monótono. Eles estavam habituados à alegria, diversão e especialmente à adrenalina e por isso era muito difícil conseguir ficar no hotel sem nada para fazer.
As suas famílias faziam a ceia de Natal mas sentiam a falta do humor do Tom, da adrenalina do Bill, da boa disposição do Gustav e do Georg.
Os Tokio Hotel pensavam e tornavam a pensar numa maneira de se divertirem no primeiro Natal que passavam sem a família, foi então que Tom teve uma ideia:
- Podíamos dar um concerto na Avenida dos Aliados!
- Mas que grande ideia Tom! Levamos os nossos instrumentos e montámos algo improvisado junto à maior árvore da Europa. Viram a quantidade de gente que havia lá? – disse Bill, o seu irmão gémeo.
- De certeza que as pessoas vão gostar, principalmente se estiverem por lá alguns dos nossos fãs. Com um concerto que não esperavam em que nem é necessário comprar bilhete é claro que vão adorar! – argumentou Gustav.
E foi assim, pediram ajuda aos seus assistentes e improvisaram um palco onde deram um grande espectáculo em que eles se misturaram com os fãs e cantaram juntamente com eles e, até aprenderam algumas expressões em português.
Os Tokio Hotel adoraram e sentiram-se como se estivessem em casa.
Felizes com a experiência que passaram em Portugal, voltaram para Alemanha, onde pediram imensas desculpas por não terem estado presentes num dia tão importante e decidiram fazer a troca de presentes na passagem de ano. A banda prometeu não só aos portugueses mas também a si própria que iriam voltar, pois nunca tinham passado assim um momento em nenhum dos concertos em que já tinham actuado.



Bárbara Martins
Nº3; 9º4

um natal inesperado



Esta história começa com a chegada de uma família Montijo ao Canada.
O senhor Montijo tinha recebido uma proposta de trabalho numa das melhores empresas do Canada.
A família era constituída por o senhor Montijo, a senhora Montijo e por 3 filhos: o Jorge, a Rute e o João.
O senhor Montijo era um homem muito falador e simpático, adorava conhecer novos lugares e conhecer nova gente, a senhora Montijo era uma mulher um bocado tímida, e muito simpática e muito calma, Jorge era um belo jovem: cabelo meio loiro e uns grandes olhos verdes muito claros, Rute era uma rapariga muito faladora, de olhos azuis e o João era o mais novo, era muito irrequieto e muito curioso.
Com as suas novas riquezas que ganhou no seu novo emprego, Senhor Montijo decidiu mudar de casa para uma muito melhor e maior e dois terrenos perto da casa.
Com os seus novos terreno só utilizou um para fazer uma quinta, com um estábulo e um pequeno celeiro e o outro para construir duas estufas e com o resto plantou vinhas.
Nos primeiros anos as vinhas davam uma colheita, por senhor Montijo decidiu começar a fazer negócios com o vinho só que houve mais tarde um problema com as vinhas e teve que deixar o negócio.
Com ao passar dos anos, Jorge como era um excelente estudante foi estudar medicina para uma das melhores universidades dos estados unidos, Rute também continuou os estudos mas andava a viajar por todo o mundo e o João continuava na escola, tornara-se num excelente desenhador e passava todo o dia no quarto ou lá fora no jardim, adorava desenhar e pintar quadros. No seu quarto as paredes estavam todas sobrecarregadas de posters das suas bandas preferidas e de desenhos feitos por ele.
As primeiras neves já tinham chegado, lá fora estava tudo deserto por causa do frio, faltava pouco de um mês para o natal, com o frio João já não tinha tanta vontade de ir lá para fora, portanto andava sempre a estava a desenhar no quarto ou andava sempre a passear em casa porque não tinha muita coisa para fazer: tinha entrado em ferias da escola a algumas semanas e os trabalhos da escola já estavam todos feitos.
Durante de um pequeno lanche na cozinha Rute apre e diz:
- Tenho óptimas notícias para te contar – disse-lhe ela com um bocado de excitação
-Conta – Disse ele não muito interessado.
-A Violeta vem passar aqui o natal!
João ficou surpreendido com a notícia. A última vez primeira que tinha visto Violeta foi no seu oitavo aniversário, tinha cabelos ruivos encaracolados, olhos azuis e um lindo sorriso. Foi nesse dia que o João teve a sua primeira paixão.
João despertou e foi para o seu quarto, fechou a porta do seu quarto com e atirou-se para cima da sua cama e começou a pensar nas memórias que tinha da violeta.
Alguns dias foram passando e o João cada vez ficava mais ansioso pela a chegada de Violeta.
João, estava sentado a lado da janela, quando ao longe uma carro a vir em direcção a casa.
Quando a campainha tocou e João foi a correr pelas escadas a baixo para ser primeiro a abrir a porta, ao abrir vê Violeta, estava toda atrapalhada por causa das malas. Quando entrou, ela mostrou um pequeno sorriso a João, João ficou um bocado corado.
Violeta tinha agora cabelos mais claros e mais comprido, os olhos eram mais lindos do que antes.
O momento foi interrompido pela Rute, que se pôs entre eles para cumprimentar a violeta.
-então…como correu a viagem?
- Correu bem -disse violeta com um bocado de rouquidão na voz.
João ficou especado atrás da sua irmã. Quando o senhor e a senhora Montijo estavam a cumprimentar a nova hospede, João decidiu levar as malas para o quarto de hóspedes. Quando chegou ao quarto caiu de lado para cima da cama, parecia que tinha levado toneladas de chumbo, levantou-se e ao sair do quarto encontrou-se com Violeta.
- Muito obrigada por me trazeres as minhas malas.
- Não e preciso agradecer…-disse ele mostrando-lhe um grande sorriso ao sair do quarto.
Os dias foram passando, toda a família estava a espera do Jorge, que neste ano passava as ferias de natal em casa.
No dia 24 chegou Jorge, deveria ter chegado a casa no dia anterior, mas com as tempestades de neve era impossível chegar nesse dia.
Chegou a casa todo vermelho por causa do frio que tinha apanhado. Entrou em casa, e só estavam lá os seus pais para o receber.
João não tinha ouvido o irmão a chegar porque estava entretido a desenhar.
Quando João ouviu muito baralho no andar de baixo, foi ver o que se passava, ao ver o irmão, foi a desceu as escadas abaixo rapidamente para cumprimentar o seu irmão.
A Rute e Violeta não se encontravam lá porque tinham ido comprar alguns bolos para o dia seguinte.
Ao chegar a casa, Rute vê aquelas malas familiares. Antes de por os bolos na cozinha, foi a correr para a sala cumprimentar o seu irmão.
A tarde passou e faltava pouco para a hora do jantar. João foi ao seu quarto para mostrar os seus novos desenhos ao irmão, ao entrar no seu quarto encontrou um pequeno presente em cima da sua cama.
“De quem será?” – perguntou-se a si próprio.
-João…o comer esta na mesa -disse a irmã ao passar pela porta do quarto.
- Já vou…
Escondeu o presente debaixo da cama e foi par a sala de jantar.
Na sala estavam todos sentados a espera que o João chegasse.
Depois de comerem ainda faltava algum tempo para a meia noite, durante esse tempo, a família foi para a sala, excepto Violeta e João.
João foi para o seu quarto e a Violeta seguiu-o.
Entrou no quarto silenciosamente, João estava de costas viradas para a porta. Põe-se atrás dele e tapa-lhe os olhos e mais tarde dá-lhe um pequeno beijo.
-Feliz natal -disse-lhe ela ao sentar no seu colo.
-para também -diz-lhe ele sorrindo.












O rapto do Velho
Esta é a história de um rapaz chamado Ken de catorze anos que vivia no Pólo Norte. Ele vivia numa aldeia muito pacata cujo nome era Bolo-Rei. A sua família não era pobre mas também não era rica. Vivia entre as duas coisas. Ele vivia com os seus pais numa casa muito pequena até que, certo dia, dez dias antes do Natal (ou seja, 15 de Dezembro), quando um dos habitantes se dirigia à casa do Pai Natal viu que ele estava a ser raptado no seu trenó. Quando o resto dos habitantes da aldeia ficou a saber desta tragédia entraram todos em pânico visto que a maior parte dos habitantes vivia do turismo e o Pai Natal era a sua maior atracção. Tiveram de convocar uma reunião na praça central da aldeia para tentar acalmar os habitantes. A ideia era os aldeões fazerem as suas perguntas e o assistente do Pai Natal iria responder às perguntas.
- “Onde é que está o Pai Natal?” – pergunta um dos habitantes.
- “Neste momento ainda não podemos responder a essa pergunta visto que desconhecemos o seu paradeiro, mas já colocámos as autoridades competentes (ou seja, os Gnomos de Jardim) a tratar do assunto.”.
- “Suspeitam de alguém?” – pergunta um dos jornalistas.
- “Suspeitamos que alguém da Ilha da Páscoa esteja envolvido.”.
Era bem possível que isso pudesse ter acontecido. A Ilha da Páscoa perdeu metade dos seus habitantes que decidiram começar a passar as suas férias no Pólo Norte, por isso o Coelho da Páscoa era um dos grandes suspeitos.
Nos dois dias seguintes, a família do Ken já estava a ir à falência devido aos preços terem aumentado à velocidade da luz.
Na casa do Pai Natal encontravam-se reunidos a Mãe Natal, o assistente do Pai Natal, a rena Rodolfo (foi a única a escapar-se do rapto), alguns Duendes e o presidente do Pólo Norte juntamente com o chefe dos Gnomos de Jardim.
- “Têm de o encontrar.” – Diz a Mãe Natal.
- “Faremos todo o que está ao nosso alcance, não se preocupe.” – Diz o chefe dos Gnomos de Jardim, tentando acalmar a Mãe Natal.
- “Temos de o encontrar antes do Natal, ele e as renas. Coitada da minha Rodolfa.” – Diz o Rodolfo a chorar (“snif, snif”).
- “Para isso precisamos de ajuda extra. Temos de começar a recrutar novas pessoas para formar um exército, a Guarda do Velho Mais Famoso do Mundo Também Tratado por Pai Natal e São Nicolau ou, simplesmente, a Guarda do Velho.” – Diz o chefe dos Gnomos de Jardim.
No dia seguinte começaram a afixar cartazes a pedir ajuda aos habitantes. No cartaz pediam a quem quisesse ajudar o Pai Natal que comparecesse na praça central às quatro horas da tarde. Quando o Ken viu o cartaz decidiu ir a correr para casa perguntar aos pais se podia ir.
- “O quê! Não, é que nem penses. Tu lembras-te do que aconteceu a esta família à seis anos atrás. O teu irmão morreu numa destas guardas. Eu e a tua mãe não te deixamos ir.”
- “Mas pai, eu…”
- “Não à mas nem meio mas, vai já para o teu quarto.”
O Ken acabou por obedecer. Já sabia que não ia conseguir que o seu pai o deixasse ir para a Guarda do Velho por isso teria de infringir as regras. Fechou a porta do seu quarto à chave, abriu a sua janela muito devagarinho para não causar nenhum ruído e saiu do seu quarto. Agora já ninguém o impediria.
Quando chegou á praça central viu que estava tudo muito vago. Não havia muitas pessoas a passarem por ali. – “Olhe, desculpe, sabe se já acabou a reunião para a Guarda do Velho?” pergunta o Ken a um senhor que estava por ali a passar. – “Ainda falta cerca de meia hora para começar.” Respondeu o senhor. Ele ficou espantado por ter tido esta resposta. Estava à espera de uma maior adesão por parte do povo para a Guarda do Velho mas afinal parecia que apenas ele tinha a coragem suficiente para participar. Mais do que tudo esperava que aparece alguém. Afinal, não iria ser ele sozinho a recuperar o Pai Natal.
Pouco tempo antes de começar a reunião, começou-se a ver algumas pessoas interessadas a aproximarem-se. Viu chegar três rapazes e uma rapariga. Às quatro da tarde já estavam todos os interessados sentados e de olhos postos no presidente.
- “Meus jovens, estão aqui presentes para se juntarem à Guarda do Velho com plena consciência dos riscos que irão correr, não é verdade?” – Pergunta o presidente ao que todos responderam “sim, senhor”.
- “Pois muito bem, era só para ter a certeza de que todos sabiam onde se estavam a meter. E já agora podem responder apenas com sim e não que o senhor está lá no Céu e não quer ser incomodado. Estou a contar cinco pessoas nesta praça, e, para ser sincero, estava á espera de uma menor adesão, depois da guerra que matou milhares de pessoas desta aldeia. A vossa missão, como já devem saber, é encontrar e resgatar o Pai Natal do seu raptor. A nossa última pista é o seu trenó que foi encontrado despenhado nos Bosques Negros. Como sabem, os Bosques Negros são muito perigosos e quem por lá se aventura corre o risco de nunca mais voltar. É claro que irão levar algum equipamento para a vossa missão. Para se deslocarem terão de ir de trenó. Mas apenas até á entrada dos Bosques Mágicos, visto que a magia que aí é muito poderosa e poderia causar a vossa morte. O restante percurso terá de ser feito a pé e aí estarão entregues à vossa sorte. Obrigado pela vossa preciosa ajuda.”
Depois da reunião, o Ken decidiu ir ter com o resto do grupo.
- “Olá, eu sou o Ken e tenho catorze anos.” – Dirigindo-se ao pequeno grupo.
- “Olá, eu sou a Franny e tenho dezasseis anos.” – Disse a rapariga. Ela era alta, de cabelos castanhos e lisos e os seus olhos eram castanhos.
- “Eu sou o Jack e tenho dezasseis anos.” – Disse um rapaz. Ele tinha cabelos pretos, era alto e tinha olhos castanhos.
- “Eu sou o Kayne e este é o Kayser e temos quinze anos.” – Eram dois irmãos gémeos. O Kayne era alto, tinha cabelos e olhos castanhos e a única diferença entre os dois eram os olhos do Kayser que eram verdes.
- “Aproximem-se para receber as vossas armas. O processo é simples; ponham uma mão dentro deste caldeirão que ele encarregar-se-á de vos atribuir a vossa arma, apenas uma mão.” – Disse o presidente. Um a um eles tiraram uma arma. Primeiro foi o Jack que tirou uma espingarda. Depois foi a vez do Kayne e do Kayser que tiraram uma lança cada um. Quando foi a vez do Ken ficaram todos espantados com o que ele tirou. Eram duas espadas negras que na junção do punhal com a lâmina tinha esculpida a cabeça de um dragão com a boca aberta para a lâmina que por sua vez tinha desenhado um outro dragão dourado a todo o comprimento. Depois foi a vez da Franny, a qual pôs as duas mãos lá dentro. Quando o Jack a ia avisar que não o podia fazer, o presidente disse: «A Franny é um caso especial e tem o direito de tirar duas armas diferentes.». Quando tirou as duas mãos ela tinha um arco e flechas na mão esquerda e duas Katanas na mão direita. Para além disso ainda lhes foi oferecido uma mochila com uma adaga para cada um, vários livros, poções para o caso de sofrerem um ataque, e, debaixo de toda aquela tralha encontrava-se o que parecia ser um vestido branco mas ninguém teve tempo de ver muito bem o que era nem de fazer perguntas sobre o misterioso objecto. «Eu levo a mochila» disse a Franny.
Quinze minutos depois, estavam todos no trenó pronto a partir. Duas horas depois da partida já tinham chegado ao seu primeiro destino. Tinham parado mesmo em frente dos Bosques Encantados mas já era noite.
- “ O melhor é acamparmos aqui até de manha” disse o Jack. Dito isto começaram todos a montar a tenda. Depois, o Kayne e o Kayser foram buscar lenha enquanto a Franny ia lendo um livro.
- “Franny, não importas-te se eu levar a mochila para distribuir as adagas?” – Perguntou o Jack.
- “Não te preocupes, eu sou capaz de fazer isso. Espera que o Kayne e o Kayser voltem.” – Disse a Franny. Depois disso ele voltou para trás e foi juntar-se ao Ken. Ele percebeu que o Jack queria descobrir o que é que estava naquela mochila e o porquê de toda aquela protecção por parte da Franny.
- “Ela vai ter de deixar a mochila mais cedo ou mais tarde. Eu vou descobrir o que está lá dentro ainda hoje.” – Disse o Jack.
- “Porque é que tu queres ver o que está lá dentro? Talvez não seja nada de importante.”
- “E é por isso que ela insiste em ser apenas ela a ficar com a mochila? Viste alguma coisa dentro que não devesse estar ali? Algum objecto anormal?” – Perguntou o Jack.
- “Acho que vi uma…” – No momento em que ele o ia dizer apareceram o Kayne e o Kayser carregados de lenha.
- “Como é que agora vamos fazer uma fogueira? Alguém tem…” – Perguntou Kayne.
- “Flame.” – Enquanto que eles perguntavam como é que poderiam atear fogo, já a Franny tinha apontado uma mão ao monte de lenha e lançado um feitiço. Ficaram todos boquiabertos com aquela proeza. Bastou meia hora de leitura e já sabia um feitiço.
Depois de terem comido foi cada um para a sua tenda e o Jack esqueceu-se de verificar que misterioso objecto estava na mochila.
No dia seguinte começaram a caminhada pelos Bosques Encantados sempre a olharem para todo o lado à espera de um ataque surpresa. Foi preciso percorrer metade da floresta para aparecer uma criatura mágica que não fosse um vulto. Era um Unicórnio. Estavam todos a pensar o que deveriam fazer quando a Franny avançou para ele e o acariciou.
- “Os Unicórnios não fazem mal a ninguém. Além disso, podem levar-nos mais rapidamente daqui para fora.” Assim que disse isto começaram todos à procura de um. Foi preciso uma hora para encontrarem Unicórnios para todos. Como já era noite tiveram de voltar a montar as tendas e, quando o Kayser e o Kayne se estavam a preparar para ir outra vez em busca de lenha, o Jack levantou-se e disse:
- “Não se preocupem, vocês foram ontem, hoje sou eu e o Ken. Não é Ken?”
- “Eu?! Ah, pois, eu.” – Disse o Ken que se apressou a emendar a sua frase assim que viu o olhar ameaçador que o Jack lhe estava a fazer.
Pouco depois de terem começado a procurar lenha, o Jack disse:
- “Eu ontem decidi não verificar o que estava na mochila, mas hoje eu vou descobrir o que lá está. Ajudas-me? Tu só precisas de distrair a Franny.”
- “Esquece, eu não te ajudo. Pode ser um mero objecto pessoal que ela não quer que seja visto.” – Disse o Ken.
- “Ontem, antes de termos sido interrompidos, tu ias disser que tinhas visto algo”?
- “Oh, pois, não têm importância.” – Dito isto, a Franny apareceu por trás do Jack e disse-lhe:
- “Há alguma coisa que tu me queiras perguntar? Sobre o que está na mochila?”
- “Não, eu não quero perguntar nada, estava apenas a falar com o Ken. Ken, vens comigo para o acampamento?” – Perguntou o Jack.
- “Eu gostava de falar com o Ken, primeiro.” – Disse a Franny. Dito isto o Jack foi embora deixando-os sozinhos.
- “O que é que ele te estava a perguntar? Era sobre a mochila, não era?”
- “Era. Mas ele apenas perguntou se eu vi algo de estranho lá dentro.” – Disse o Ken.
- “E viste alguma coisa?” – Perguntou a Franny. – “Diz a verdade.”
- “Bem eu acho que vi uma armadura, mas não estou a ver para quê?” – Disse o Ken.
- “Depois descobrirás.” – Disse a Franny voltando para o acampamento.
No dia seguinte conseguiram sair dos Bosques Encantados e percorrer metade dos Bosques Negros. Quando pararam, para descansar, começaram a ouvir um barulho vindo dos arbustos. Todos se levantaram e pegaram nas armas. De repente, de um dos arbustos saltou uma rapariga alta, de olhos azuis, de cabelo loiro mas que tinha uma pequena diferença: era metade humana, metade gata. Na verdade, isso apenas a tornava mais esbelta, tinha umas orelhas e uma cauda de gato bem como as suas unhas que eram brancas e um bocado maiores. Parecia que tinha acabado de sair de uma guerra, com as roupas todas sujas.
- “Irmã, estás bem?” – Disse a Franny. Ficaram todos espantados quando a Franny disse aquilo. Irmã? Então era aquele o mistério. Ele tinha visto mesmo um vestido na mochila. O que a irmã da Franny usava era um vestido com uma armadura para se proteger. Pouco tempo depois de terem encontrado a irmã da Franny, do mesmo arbusto de onde saíra, saltou um Unicórnio com três cornos:
- “É um Tricórnio. A única maneira dele ser morto é partindo os seus três cornos. É muito mais poderoso que o Unicórnio.” – Disse a Franny sobressaltada. Dito isto começaram todos a correr para os seus Unicórnios. Enquanto a Franny levava a sua irmã para o seu Unicórnio, o Ken distraí-a o Tricórnio. Ele estava a tentar partir os cornos dele mas não conseguia até que, numa das investidas do Tricórnio, ele pôs as suas espadas à sua frente para se proteger. Feito isto, as suas espadas começaram a brilhar e, quando ele saiu da posição de defesa, viu que o Unicórnio tinha um corno partido e, ao que parecia, também se tinha ferido nas duas patas da frente. Quando olhou para as espadas viu que elas estavam cobertas por chamas na parte das lâminas.
Depois disso foi ajudar a Franny e começaram a correr dali para fora.
Quando o Tricórnio parou de os perseguir a Franny tirou uma poção da mochila juntamente com uma armadura. Finalmente puderam vê-la: eram de um branco imaculado que, que a tornava ainda mais esbelta do que aquilo que já era. Ela usaria o arco que a irmã lhe trouxera. Ficaram ainda a saber que o nome da irmã da Franny era Krystal, que tinha dezasseis anos e que ela pertencia à raça das Nature-Heart.
Pouco tempo depois de continuarem a cavalgar já estavam num castelo de onde ouviram um grito:
- “SOCORRO, AJUDEM-ME.” – Era a voz do Pai Natal. Finalmente tinham-no encontrado. Mas depois as suas faces perderam qualquer esperança que tinham. Na torre onde estava o Pai Natal encontrava-se gravado o símbolo da Morte. Mesmo assim entraram na e logo que o fizeram apareceu-lhes pela frente a Morte. Esta estava com uma capa negra, envolvido numa névoa negra que não deixava ver nada da cintura para baixo e tinha as suas duas ceifas em cada uma das mãos. Mal tiveram tempo para a ver quando, de repente, ela desapareceu e teletransportou-se para o quarto onde estava o Pai Natal. Todos pegaram na respectiva arma e começaram a correr pelas escadas até ao topo da torre. Quando lá chegaram, a Morte encontrava-se mesmo em frente à porta onde estava o Pai Natal por isso, tiveram de criar um plano: todos iriam distrair a Morte enquanto que o Kayser e o Kayne iriam abrir a porta e resgatar o Pai Natal. Como os gémeos nunca mais a abriam, a Krystal agarrou numa flecha à qual lançou um feitiço, apontou-a à porta e largou-a. Assim que ela entrou em contacto com a porta, rebentou-a por completo. Quando a Morte se dirigiu para a Krystal, o Ken agarrou nas suas duas espadas, que se voltaram a incendiar, apontou-as à Morte e com um golpe certeiro deixou a Morte com uma espada espetada em cada ombro contra a parede. Mesmo assim tinham pouco tempo para tirar o Pai Natal da torre e ainda menos tempo para agradecimentos. Foram todos libertar o Pai Natal e, assim que ele pôs cada Unicórnio a voar, foram trocar as espadas do Ken por três flechas encantadas em cada ombro da Morte que, à ordem da Krystal, iriam explodir. Quando já estavam bastante longe da torre, a Krystal ordenou a explosão das flechas que provocou uma enorme explosão na torre.
Quando regressaram ao Pólo Norte com o Pai Natal e a Krystal receberam uma grande homenagem, puderam passar a ter aulas com o mago mais famoso do mundo, Merlin e a Guarda do Velho não foi desfeita, o que significa que continuaram juntos para defenderem o Pólo Norte.

Fim

João Cerqueira
Nº15
9º4