Título: As Crónicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
Autor: C.S.Lewis
Edição: 10.ª edição
“O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” é a segunda aventura da saga “As Crónicas de Nárnia” da autoria de C.S.Lewis.
A história começa na Segunda Guerra Mundial, aquando as invasões à Inglaterra, quando Peter, Lucy, Edmund e Susan são obrigados a sair de Londres com a sua mãe, instalando-se em casa de um velho e sábio professor.
No primeiro dia que passavam naquela casa estava a chover, o que os obrigou a ficar dentro de casa a brincar. Decidiram jogar às escondidas e a aventura começa quando Lucy, a mais nova dos quatro irmãos, decide esconder-se numa sala que apenas tinha um velho guarda-roupa. Mas não era um guarda-roupa, era o Guarda-Roupa.
Lucy escondeu-se dentro do Guarda-Roupa e foi andando para trás, mas este parecia não ter fim, até que Lucy tropeça e cai em cima de… neve. Ela levanta-se muito assustada e conclui que se encontra numa floresta coberta de um divertido manto branco.
A rapariga, um pouco assustada decide explorar aquela floresta escondida atrás de um Guarda-Roupa e que parecia pertencer a um mundo mágico.
Lucy chega até um candeeiro (achando estranho o facto de existir um candeeiro de rua numa floresta), onde é surpreendida por uma criatura mágica. Era um Fauno, que também ficou muito assustado.
A criatura, que pareceu ser defensora do Bem, apresentou-se como sendo o Sr. Tumnus. Este convenceu Lucy a entrar em sua casa para lanchar. Era uma cabana muito acolhedora e quentinha, pelo que a rapariga se sentiu confortável.
Foi então que Tumnus começou a contar a história do reino mágico de Nárnia: esse reino mágico era reinado por um leão chamado Aslan, sobre ele pairavam a calma, a alegria, a liderança e também a ferocidade, pelo que as criaturas mais malvadas o temiam. Aslan era um verdadeiro rei de Nárnia, mas, com a vinda de uma feiticeira chamada Feiticeira Branca, o leão foi obrigado a partir, deixando assim, o trono livre para a Feiticeira.
Para obter o controlo do reino a malvada lançou sobre ele um feitiço que fez com que o Inverno em Nárnia se tornasse a única estação do ano: era um Inverno perpétuo.
No entanto Aslan iria voltar e nomear novos reis cujos lugares estavam reservados. Eram quatro lugares, logo o leão teria de encontrar quatro reis, acabando com o reinado da Feiticeira, mas esta também tinha por objectivo acabar com a vida dessas quatro criaturas que poderiam pôr em risco o seu trono.
Depois de ouvir esta história Lucy achou que deveria ir para casa e foi nesse momento que viu mais medo nos olhos de Tumnus. A Feiticeira tinha uma forte polícia de criaturas maléficas que tinha ordens para prender todos os que fossem vistos com humanos e matar ou prender os humanos que pisassem o reino de Nárnia. Apesar de não haver nenhum polícia perto da cabana de Tumnus haviam muitas árvores que poderiam contar à Feiticeira o que teriam visto.
Quando Lucy voltou a casa pareceu-lhe que tinham passado várias horas, mas os seus irmãos afirmaram que apenas tinham passado muito poucos minutos. Ela ficou confusa mas percebeu que o tempo parava enquanto se encontrava em Nárnia. A rapariga ficou muito contente e foi a correr contar a sua aventura aos seus irmãos, mas estes não só não acreditaram nela como ainda Edmund gozou com a sua irmã.
Lucy ficou triste e de noite voltou ao quarto que acolhia o Guarda-Roupa para se certificar de que não tinha realmente sonhado. Mas quando entrou e se dirigiu até ao fim do Guarda-Roupa deparou-se com Nárnia. Agora ela tinha a certeza de que era tudo real.
Edmund, ao ouvir os passos da sua irmã, levantou-se da cama e seguiu-a. Para surpresa dele, a sua irmã tinha desaparecido. Então o rapaz entrou no Guarda-Roupa muito assustado e a chamar pela sua irmã que não respondia.
Ele andou, andou e andou, mas o Guarda-Roupa parecia não ter fim, até que se deparou com aquilo que parecia ser Nárnia.
Edmund correu, ainda assustado, procurando a sua irmã, mas não havia sinal dela. Então decidiu explorar aquele lugar mágico. De repente ouviu vozes e um trenó a andar a alta velocidade. O rapaz escondeu-se com medo, mas o duende que conduzia o trenó encontrou-o.
Dentro do trenó estava uma mulher muito alta e pálida, que parecia estar com frio, pois tinha uma roupa muito quente e um alto chapéu branco. Era a Feiticeira Branca. Esta convidou Edmund a subir ao seu trenó para conversar com ele, mas as intenções da Feiticeira iam para além de fazer amizade com o rapaz. Ela queria prendê-lo e petrificá-lo.
No dia seguinte Lucy voltou a falar de Nárnia e do Guarda-Roupa e então os dois irmãos mais velhos: Peter e Susan, decidiram ir falar com o professor que lhes disse que a Lucy poderia estar muito consciente e não a alucinar.
Os dois irmãos ficaram a pensar nas palavras do velho sábio e decidiram ir com Edmund e Lucy tirar as dúvidas em relação àquele reino encantado. Entraram no Guarda-Roupa e lá estava Nárnia, coberta de neve e invadida por um frio um pouco desagradável.
A pequena Lucy ficou contentíssima e correu, chamando os irmãos, em direcção à casa de Tumnus. Mas Edmund parecia perturbado. Ele tinha travado amizade com a Feiticeira e sentia-se mal quando a irmã mais nova contava que ela era má.
Quando chegaram a casa do Sr. Tumnus depararam-se com um cenário horrível: a casa estava toda desarrumada e parcialmente destruída e não havia sinais do Fauno. Mas colado a uma parede estava um bilhete que dizia que os polícias da Feiticeira tinham estado ali e prendido Tumnus por interagir com humanos sem os denunciar à Rainha.
Lucy ficou muito constrangida, pois tinha travado uma forte amizade com o Fauno. Mas logo a seguir decidiu que iriam procurá-lo e salvá-lo. Enquanto ela pensava nisto ouviram um barulho e seguiram um pássaro que os levou até à toca de um casal de castores, que os convidaram a entrar para falarem.
Estavam todos muito bem acomodados, mas Edmund parecia desagradado. Começaram a falar e Lucy perguntou por Tumnus. Então os castores contaram a história de Nárnia, falando de Aslan e dos dois reis e duas rainhas que, caso se sentassem no trono do palácio do reino, tirariam não só o poder à rainha, mas também a sua vida. Esses quatro reis eram eles.
Quando os castores acabaram de contar estas histórias aperceberam-se de que Edmund tinha desaparecido. A Feiticeira Branca dissera-lhe que se ele conseguisse levar até ela os seus irmãos seria nomeado rei de Nárnia. Mas Edmund tinha uma informação muito importante para a Feiticeira: Aslan já se encontrava no reino.
Ficaram todos muito preocupados e acharam melhor porem-se a caminho de um lugar chamado Mesa da Pedra onde se iriam encontrar com o Leão. Era a melhor maneira de salvar Tumnus e muitas outras criaturas do palácio da Feiticeira.
Entretanto Edmund chegava à mansão onde observou no jardim inúmeras estátuas das mais diversas criaturas, condenadas pela Rainha.
Edmund foi falar com a Feiticeira, mas começou a pedir várias coisas em troca de informação, a mulher não gostou e prendeu-o. Foi aí, na sua cela, que avistou Tumnus que estava preso na divisão ao lado. Edmund percebeu que tinha cometido um grande erro ao confiar na Feiticeira Branca. Agora ela iria à casa dos castores para prender também os seus irmãos e ele não podia fazer nada. Sentiu-se culpado.
A Feiticeira e os seus leais servos correram a toda a velocidade em direcção à casa dos castores, mas estes já tinham fugido com os restantes humanos, pelo que a Rainha pensou que Edmund lhe tinha mentido.
Durante o caminho até à Mesa de Pedra os castores perceberam que Aslan estava realmente a chegar, pois algumas árvores largaram a neve que as cobria e começavam-se a enfeitar de flores. Em alguns planaltos o manto branco começava também a derreter-se e percebia-se que a Primavera estava próxima. Era um sinal da chegada de Aslan.
Entretanto a Feiticeira tinha voltado ao palácio onde recolheu à força mais informações de Edmund. Então, a Rainha, o seu leal duende e Edmund partiram em direcção à Mesa de Pedra. Iam ter com Aslan.
Pelo caminho, ao observar o cenário, a Feiticeira Branca percebeu que começava a perder poderes e que cada vez ficava mais cansada, o que a obrigou a acautelar-se.
Enquanto isto, os castores e as outras crianças tinham chegado ao abrigo de Aslan onde se viam dezenas de tendas e animais de todas as espécies mágicas. Os três irmãos, Peter, Susan e Lucy, foram ter com o leão e logo sentiram aquela emoção de que os castores lhes tinham falado, não conseguiram olhar Aslan nos olhos.
O leão chamou-os para dentro da sua tenda logo que percebeu que faltava Edmund. Foi aí que os outros lhe contaram o que se sucedera e logo Aslan percebeu e se aprontou a ajudar.
Passadas algumas horas chegou a Feiticeira Branca com Edmund e os amigos de Aslan levantaram logo as espadas, mas este percebeu que ela vinha em paz e começou a falar-lhe. Entraram na tenda do leão onde tiveram uma longa conversa e logo a seguir a Rainha partiu deixando Edmund no acampamento perto da Mesa de Pedra.
Nessa noite Lucy e Susan acordaram com os passos de Aslan no exterior e foram ver o que se passava. Seguiram Aslan até à Mesa de Pedra onde observaram um cenário horrível: dezenas de servos e apoiantes da Feiticeira vaiavam o leão à medida que este se aproximava da Mesa.
Ao fim de várias palavras humilhantes proferidas pela Rainha, os seus apoiantes pediam a morte de Aslan. As duas irmãs, que observavam a cena de longe e escondidas, começaram a ficar assustadas.
O leão foi preso à Mesa e aí foi morto. Lucy e Susan, apesar de estarem tristes e horrorizadas com o sucedido, perceberam o que se passara: durante a conversa que Aslan teve com a Feiticeira, combinaram que o leão daria a vida em troca da liberdade de Edmund. Mas porque faria ele isso?!
Depois daquele festim os simpatizantes da Rainha partiram em direcção ao palácio e as duas raparigas foram a correr ter com o leão. Parecia morto mas elas abraçavam-se a ele como se ainda estivesse vivo, no entanto com muita angústia e desespero. E ali dormiram.
Já de manhã acordaram com um violento barulho. Afastaram-se da Mesa e esta partiu-se ao meio. De repente Aslan levantou-se e deu um enorme rugido. Elas ficaram radiantes e felicíssimas. Perguntaram ao leão o que acontecera, ao que ele respondeu que quando algum ser inocente é morto injustamente na Mesa da Pedra, voltará à vida.
Entretanto, no acampamento das tropas de Aslan iam-se afiando as espadas pois ia haver uma grande batalha entre as forças representantes do Bem, as do leão, e as representantes do Mal, as da Feiticeira.
Esta batalha tinha como objectivo, pelo lado do Bem, destruir a Rainha e tirá-la do trono, pelo lado do Mal, destruir Aslan para a Feiticeira reinar Nárnia muito mais descontraidamente.
Mas enquanto ambos os exércitos corriam um em direcção ao outro, o leão corria a toda a velocidade, com as duas irmãs às costas, em direcção ao palácio de Nárnia.
Quando lá chegou apenas precisou da utilizar o seu forte olhar para voltar a transformar as vítimas que a Rainha petrificou, incluindo o Sr. Tumnus, ao que Lucy agradeceu bastante ao leão. Depois de todo o trabalho feito Aslan partiu em direcção à batalha com um forte reforço para o seu exército.
O exército do leão estava em clara minoria numérica e já tinha perdido muitos soldados, mas Peter e Edmundo continuavam a lutar como verdadeiros cavaleiros. Mal o reforço chegou e começou a atacar o inimigo Aslan correu para a Rainha e atirou-se a ela matando-a e pondo fim ao seu terrível reinado. Vendo este cenário, os ainda resistentes soldados da Feiticeira Branca renderam-se ou fugiram.
Depois desta sangrenta batalha Peter, Susan, Edmund e Lucy foram coroados reis e rainhas de Nárnia, no palácio em Cair Parável (assim se chamava o lugar onde estava construído o monumento).
A cerimónia de coroação dos reis era uma festa muito agradável e repleta de convidados, com um muito especial: o Sr. Tumnus que já tinha voltado à sua vida normal.
Após o final da festa Aslan partiu sem se despedir e ninguém sabia para onde. O casal de castores explicou a Lucy, que tinha ficado um pouco confusa com esta partida súbita, que o leão partira para fazer o Bem e que voltaria mais tarde ou mais cedo, mas sabiam que agora estavam todos em segurança.
Passaram-se vários anos em Nárnia e a Primavera era cada vez mais bonita e acolhedora. Numa linda tarde os quatro irmãos, já adultos decidiram ir caçar e ao passarem por perto de um candeeiro de rua, vieram-lhes algumas memórias à cabeça.
Eles não estavam a entender muito bem o que fazia ali um candeeiro, mas depois lembraram-se de como tinham ido parar àquele reino encantado denominado Nárnia.
Seguiram na direcção do candeeiro e foram parar ao Guarda-Roupa. Abriram as portas e perceberam que estavam de novo em casa. Mas repararam que tinham voltado à sua idade com que encontraram o quarto com o Guarda-Roupa. Reflectiram um pouco e concluíram que os anos em Nárnia não passam, como acontece no nosso mundo.
Então os nossos heróis voltaram à sua vida normal com a mesma idade que tinham antes de irem para lá.
Trabalho realizado por: Rui Filipe Fiúza da Rocha Dantas, n.º 25, 9.º 4.
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